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Venezuela Alemanha Embaixador Juan Guaidó Expulsão

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Guaidó pede que Europa intensifique sanções contra governo de Maduro

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O líder opositor e presidente autoproclamado da Venezuela, Juan Guaidó, em 2 de março de 2019. REUTERS/Daniel Tapia

No dia seguinte da expulsão do embaixador alemão da Venezuela, o líder opositor venezuelano, Juan Guaidó, concedeu nesta quinta-feira (7) uma entrevista à revista Der Spiegel, a principal da Alemanha. O presidente autoproclamado da Venezuela pediu que a Europa intensifique as sanções financeiras contra o governo de Nicolás Maduro.


Segundo Guiadó, “a comunidade internacional deve impedir que o dinheiro dos venezuelanos seja mal utilizado para assassinar os opositores e os povos autóctones”;

Na entrevista, publicada no site da Spiegel, Juan Guaidó condenou com veemência a decisão do governo venezuelano de expulsar o embaixador da Alemanha em Caracas. "A Venezuela vive sob uma ditadura que age de uma maneira que constitui uma ameaça para a Alemanha”, alertou. Para Guiadó, que foi reconhecido como presidente autoproclamado por cerca de 50 países, “Maduro ocupa ilegalmente a presidência e não tem legitimidade para declarar um embaixador indesejável”;

O líder opositor, que agradeceu a Alemanha pela ajuda humanitária, completou que o regime ameaçou o embaixador “verbalmente, mas também sua integridade física”.

Expulsão do embaixador alemão

O embaixador alemão Daniel Kriener foi declarado nessa quarta-feira (6) "persona non grata" pelo governo venezuelano, que o acusa de "ingerência nos assuntos internos". O governo deu 48 horas para ele deixar o país.

A Alemanha condenou a expulsão, que considera "incompreensível", além de "agravar situação e não contribuir para melhorar as relações bilaterais". A União Europeia também lamentou a decisão de Caracas. Em comunicado publicado nesta quinta-feira, a chefe da diplomacia do bloco, Federica Mogherini, pediu que o governo de Nicolas Maduro “reexamine” a medida.