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Justiça Terrorismo Bélgica

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Justiça belga pede prisão perpétua para terrorista francês que provocou ataque no Museu Judaico

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Laurence Massart, juíza do processo de Mehdi Nemmouche em Bruxelas Geert Vanden Wijngaert/Pool via REUTERS

A promotoria belga pediu nesta segunda-feira (11), “sem a menor hesitação”, a prisão perpétua para o jihadista francês Mehdi Nemmouche, 33, considerado culpado de quatro assassinatos no ataque terrorista realizado em 2014 contra o Museu Judaico, em Bruxelas. Os representantes do Ministério Público classificaram o réu de "psicopata" e "covarde".


Uma pena de no mínimo 30 anos também foi requerida para o co-autor do ataque, Nacer Bendrer, 30, que forneceu as armas do crime. “Nemmouche, você é um covarde que mata pessoas pelas costas, mulheres idosas, apenas porque isso te dá prazer e porque você não corre nenhum risco”, disse Yves Moreau, advogado-geral do caso.

“Se vocês nos dizerem hoje que qualquer um pode chegar na Bélgica e fazer um ato terrorista sem ser condenado severamente, não fiquem surpresos se virem pessoas com bombas e armas de guerra na mala”, ressaltou Moreau, ao se dirigir ao júri popular. Nemmouche, num último ato de insolência diante da justiça belga, disse que “a vida continua”.

Gravidade extrema

Na quinta-feira (7), após dois dias e meio de discussões, a justiça belga decidiu que Mehdi Nemmouche e Nacer Bendrer eram autores do ataque, sem dar um veredito sobre a pena. Nemmouche, um delinquente com várias passagens pela polícia, foi radicalizado na prisão e na Síria. No dia 24 de maio de 2014, ele assassinou os israelenses Emmanuel e Miriam Riva, de 53 e 54 anos respectivamente, além de um jovem belga de 26 e uma voluntária francesa de 66.

“Ele matou de forma fria e gratuita quatro seres humanos”, disse o advogado-geral. “Acho que trata-se do extremo do extremo em termos de gravidade”. O júri também afirmou que Bendrer forneceu uma “ajuda indispensável” através de armas e munições, sem as quais Nemmouche não poderia ter executado seu plano.