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Papa Francisco Violência sexual Vaticano

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No Vaticano, Papa publica lei contra abusos sexuais

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Papa Francisco reforça leis contra abuso de menores no Vaticano Andreas SOLARO / AFP

O papa Francisco publicou nesta sexta-feira (29) uma lei sobre a prevenção e o combate à violência contra menores e pessoas vulneráveis, incluindo abuso sexual, que se aplica aos funcionários da Cúria e do Vaticano, bem como ao corpo diplomático.


Esta lei inclui um estatuto de prescrição de 20 anos para denúncia de atos de violência, um período que se aplica a partir dos 18 anos de idade para menores de idade agredidos.

Um artigo prevê a obrigação de denúncia, exceto no caso do sacramento da confissão, para os eclesiásticos.

A lei é acompanhada por um motu proprio explicativo - uma carta apostólica por iniciativa do papa - dedicada à "proteção de menores e pessoas vulneráveis" dentro da Cúria Romana e da Cidade do Vaticano.

"O Santo Padre deseja que - também graças a estas normas que dizem respeito ao Estado da Cidade do Vaticano e à Cúria Romana - que a Igreja seja cada vez mais uma casa segura para crianças e pessoas vulnerável", indica um comunicado da Santa Sé.

"Uma pessoa condenada por abusar de um menor ou de uma pessoa vulnerável deve ser demitida do cargo. Mas essa pessoa também deve receber ajuda psicológica e espiritual adequada para sua 'reintegração social', diz o papa.

Redes sociais

Outra parte do documento explicita: "É particularmente aconselhável evitar ficar sozinho com crianças e não transmitir fotografias de menores em redes sociais sem o consentimento dos pais".

No mês passado, o Papa Francisco, no final de uma conferência sobre abuso sexual de menores por membros do clero, pediu uma "batalha total" contra um crime que ele chamou de abominável.

A Igreja tem sido abalada nos últimos anos por uma série de escândalos sexuais, particularmente na Irlanda, na Austrália, no Chile, na França, nos Estados Unidos e na Polônia.

Estas diretrizes para lidar com casos de abuso sexual são exigidas desde 2011 pela Santa Sé para conferências episcopais em todo o mundo.

Mas a Cidade do Vaticano e a Cúria Romana (governo do Vaticano) estavam em um vácuo legal nessa área.

(Com informações da AFP)