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Itália Matteo Salvini Aborto

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Encontro conservador termina em Verona com marcha em azul e rosa

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O ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, participa do Congresso Mundial das Famílias, em Verona, Itália, em 30 de março de 2019. REUTERS/Yara Nardi

Milhares de pessoas participaram, neste domingo (31), na cidade italiana de Verona (nordeste), da Marcha das Famílias para encerrar um congresso mundial organizado por militantes ultraconservadores, antiaborto e defensores de um modelo de família tradicional.


Os participantes da marcha, provenientes de todas as partes da Itália, carregavam bolas e cartazes azul e rosa com dizeres como "Deus, pátria, família" ou "Sim à vida, não ao aborto".

Antes do início da marcha, ao meio-dia local, os organizadores do 13° Congresso Mundial das Famílias fizeram seu pronunciamento final: "A família de pilares fundamentais de nossa sociedade deve estar no centro das políticas governamentais".

A marcha ocorre após uma outra manifestação, no sábado, em Verona, reunir entre 20.000 e 30.000 mulheres de toda a Europa para denunciar o discurso defendido pelos conservadores, considerado "retrógrado e preconceituoso".

O Congresso também destacou as divisões profundas que existem sobre os direitos civis dentro da maioria governante na Itália, formada pela Liga (extrema direita), do ministro do Interior Matteo Salvini, e o Movimento 5 estrelas (M5S , antissistema), de Luigi Di Maio.

Salvini e Di Maio divergem sobre congresso

Convidado do congresso, Salvini reafirmou seu apoio ao modelo de família "formada por um pai e uma mãe", enquanto rejeitou algumas posturas dos políticos que se opõem ao adiamento da lei que legaliza o aborto na Itália (aprovada em 1978) e contra as uniões civis entre casais do mesmo sexo (em vigor desde 2016).

"Não tocamos na lei 194. Não há debate sobre o aborto e o casamento, todos fazem amor com quem quiserem", afirmou Salvini no sábado.

Ele é um firme opositor da adoção de crianças por casais homoafetivos, que não é contemplada pela lei, mas é regularmente admitida pela jurisprudência.

Já Di Maio não participou do Congresso das Famílias, e chegou a criticar o evento onde, segundo ele, "fanáticos" que defendem uma visão de mundo "que pertence à Idade Média" se reúnem.

(Com informações da AFP)