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Espanha: Partido Socialista vence legislativas e extrema direita entra no Congresso

O Partido Socialista, liderado por Pedro Sánchez ganhou as eleições legislativas deste domingo (28) na Espanha, mas deverá fazer alianças para continuar governando. O Parlamento contará, após décadas, com um grupo da extrema direita do Partido Vox.

Fina Iñiguez, correspondente da RFI em Barcelona

Segundo dados quase definitivos, o PSOE de Sánchez obteve 123 dos 350 assentos da câmara baixa, longe da maioria absoluta, de 176 assentos. Esta é a terceira eleição organizada no país em quatro anos e deverá resultar em um governo de coalizão pela primeira vez desde o retorno à democracia, no final dos anos 70.

“Os socialistas venceram as legislativas”, declarou Pedro Sánchez, diante dos apoiadores do PSOE, onde centenas de partidários se reuniram nas ruas para comemorar o resultado. “ A democracia social tem futuro. Vamos formar um governo pró-europeu que vai reforçar, e não enfraquecer a Europa”, completou.

Entrada da extrema direita

O Vox é o primeiro movimento de extrema direta a entrar no Parlamento desde 1982, com 24 cadeiras, um número, entretanto, inferior ao necessário para influenciar na formação do futuro governo. Pela primeira vez em 40 anos, o Vox conseguiu eleger 24 deputados no Congresso Nacional, com dois milhões e meio de votos.

O Partido Popular desmoronou perdendo 70 deputados (cerca de 4 milhões de votos). O partido liberal Ciudadanos aumentou também sua representação em 25 cadeiras, se consolidando como a nova força da direita e da oposição. O resultado das eleições mostra que o fracionamento da direita prejudicou principalmente o Partido Popular e favoreceu Ciudadanos e Vox.

Participação da Catalunha

A participação da Catalunha nas eleições espanholas foi maior do que no resto do país: 75,5%. O grande vencedor foi o partido ERC (Esquerda Republicana da Catalunha), o mais moderado dos pró-independência cujo candidato Oriol Junqueras está em prisão preventiva acusado de rebelião e sedição. A tensão na região nos últimos anos com a intervenção do governo em 2017 e a prisão de boa parte do governo anterior, independentista, não só não enfraqueceu o movimento independentista, como o reforçou.
 

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