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Sucesso do Partido do Brexit enfraquece May e legendas tradicionais

A inesperada participação do Reino Unido nas eleições para o Parlamento Europeu promete agitar ainda mais o cenário político do país. Pesquisas de opinião indicam que o Partido do Brexit, do nacionalista Nigel Farage, deve levar a maioria dos assentos que cabem aos britânicos na votação de 23 de maio.

Maria Luísa Cavalcanti, correspondente da RFI em Londres

O país deveria ter saído da União Europeia em março, mas diante de um impasse interno a data oficial foi adiada para outubro, complicando a situação da primeira-ministra, Theresa May. O Brexit Party foi criado em janeiro passado com o apoio do deputado do Parlamento Europeu Nigel Farage, que agora se tornou o líder do partido.

Farage é um polêmico político ultranacionalista e um autêntico eurocético que liderou o UKIP, Partido pela Independência do Reino Unido, antes e durante o referendo que culminou no Brexit, em 2016. Foi a vitória do UKIP nas eleições parlamentares europeias de 2014 que acabou, de certa forma, criando uma pressão interna dentro do Partido Conservador para que o então primeiro-ministro, David Cameron, convocasse o referendo. Farage não conseguiu ser eleito para o Parlamento britânico e saiu do UKIP para atuar como parlamentar europeu independente.

Assim como em 2014, Nigel Farage e seus seguidores devem receber a maior parcela dos votos que, no total, vão colocar 73 britânicos no Parlamento Europeu. Isso quer dizer que tanto o Partido Conservador, da primeira-ministra Theresa May, quanto o Trabalhista, o principal partido da oposição, saem enfraquecidos. A situação é particularmente complicada para os conservadores, já que o partido está em quarto lugar nas pesquisas para a votação do próximo dia 23 de maio, atrás do Partido do Brexit, dos trabalhistas e do Partido Liberal-Democrata, este último representando o lado que defende a permanência do Reino Unido na União Europeia.

O resultado desta eleição europeia pode ser catastrófico para Theresa May porque indica que nenhum dos dois lados está satisfeito com os planos que ela tem para o Brexit. Também significa que os setores eurocéticos do próprio Partido Conservador ganham força para pressionar a primeira-ministra a romper de vez com Bruxelas e sair da União Europeia sem acordo algum. E pior: outra pesquisa indica que os conservadores perderiam feio para os trabalhistas e até para o Partido do Brexit nas próximas eleições gerais, esperadas para o ano que vem.

Permanência de Theresa May no cargo ainda é incógnita

Ainda não se sabe se Theresa May deixará o cargo nas próximas semanas. A primeira-ministra realmente anunciou que deixará o cargo quando o plano dela para o Brexit for ratificado pelo Parlamento. Mas não anunciou nenhuma data até agora. No entanto, ela está sendo cada vez mais pressionada por membros do Partido Conservador a definir uma data, principalmente depois que o partido saiu derrotado das últimas eleições regionais, realizadas há duas semanas.

O Brexit foi adiado para 31 de outubro e Theresa May continua tentando fazer alguns ajustes no acordo final que ela firmou com a União Europeia para ver se consegue a aprovação do Parlamento, depois de três veementes rejeições. A primeira-ministra tem se reunido com o líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, mas membros dos dois partidos têm se mostrado insatisfeitos com a falta de avanço nessas negociações.

Acima de tudo, muitos trabalhistas temem uma retirada em massa dos eleitores pró-permanência, que acreditam que Corbyn não está atuando incisivamente contra o Brexit. Enquanto isso, muitos conservadores estão decepcionados com o fato de o país ainda não ter deixado a União Europeia, como estava programado.

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