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Novo Parlamento Europeu será mais verde e populista

Os resultados preliminares das eleições europeias mostraram avanço dos verdes e populistas de direita. Pela primeira vez os conservadores e socialistas, que formam os dois partidos tradicionais do Parlamento Europeu, perderam poder.

Letícia Fonseca-Sourander, correspondente da RFI em Bruxelas

Os partidos populistas de direita e eurocéticos avançaram nas eleições deste domingo (26), mas o resultado foi mais modesto do que o previsto. A extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) teve um desempenho morno nas urnas e na França o partido Reunião Nacional, de Marine Le Pen, não conseguiu ultrapassar a porcentagem obtida nas eleições europeias de 2014.

No entanto, na Itália, Hungria e Polônia, onde o populismo nacionalista comanda governos, estes partidos saíram vitoriosos e até fortalecidos. O aumento desta bancada desafia o poder do tradicional bloco de centro direita e centro esquerda em Bruxelas.

Uma surpresa destas eleições foi os resultados dos verdes na Alemanha, França e Irlanda, que enviará pela primeira vez representantes dos partidos ecológicos para o Parlamento Europeu. A taxa de participação dos eleitores (51%), a mais alta dos últimos 20 anos, retirou a maioria que as duas principais bancadas formavam. Agora elas devem iniciar negociações complicadas com outros partidos.

O equilíbrio de forças do novo Parlamento Europeu será bem diferente do atual. O Partido Popular Europeu (PPE), de centro-direita, vai continuar sendo a maior bancada parlamentar com 179 eurodeputados e 42 assentos a menos do que na atual legislatura. Por ser a legenda que mais perdeu, dificilmente deve conseguir emplacar a candidatura do alemão Manfred Weber, cabeça-de-lista do PPE, para a presidência da nova Comissão Europeia.

O Partido Socialista Europeu (PSE), a segunda maior força do Parlamento, caiu de 191 para 150. Segundo os resultados preliminares, os liberais cresceram radicalmente com os votos do partido A República em Marcha (LREM), do presidente francês, Emmanuel Macron.

No novo Parlamento Europeu, eles terão 107 cadeiras, se tornando o terceiro maior grupo político. Outro avanço vem dos verdes, que subiram para 70 assentos. A presença dos partidos de direita nacionalista e populista deve facilmente ultrapassar 100 eurodeputados. Depois do Brexit, o número de deputados europeus será reduzido a 705 mas a composição atual é de 751 deputados.

Eurodeputados britânicos perderão cargos após Brexit

A voz mais impositora certamente vai ser do populista Nigel Farage, principal protagonista da campanha vitoriosa para a saída do Reino Unido da União Europeia. O novo Partido do Brexit de Farage ganhou quase metade das 73 cadeiras do Reino Unido, humilhando os conservadores do governo que estão reduzidos a 5 deputados.

Vale lembrar que assim que o Brexit acontecer, os eurodeputados britânicos perderão seus cargos. Na Alemanha, o país mais populoso da União Europeia, os Verdes foram os grandes ganhadores, apesar da vitória para a coalizão liderada pela chanceler alemã Angela Merkel. Eles obtiveram quase o dobro das últimas eleições há cinco anos e chegaram em segundo lugar, com 20,5%.

O bloco de Merkel formado por União Democrata Cristã (CDU) e seu partido irmão, União Social Cristã (CSU), receberam 27,5% dos votos, mas registraram uma queda de sete pontos percentuais em relação ao último pleito em 2014. O Partido Social Democrata (SPD) sofreu nova derrota ficando em terceiro lugar e a legenda populista de direita Alternativa para a Alemanha(AfD) teve 10,5% dos votos).

Na França, o partido de extrema direita Reunião Nacional (RN, Ex-Frente Nacional), de Marine Le Pen obteve novamente o primeiro lugar nas eleições europeias. Le Pen recebeu 23,3% dos votos contra 22,4% para A República em Marcha (LREM), do presidente Emmanuel Macron. Mas a surpresa ficou com a Europa Ecologia – Os Verdes (EELV) com 12,8% que deve enviar 12 deputados ao Parlamento Europeu.

Na Itália, o partido nacionalista e de extrema-direita Liga Norte, do vice-premiê Matteo Salvini venceu com cerca de 30% dos votos. Salvini assegurou que a coligação de governo se mantém apesar das fortes perdas do Movimento 5 Estrelas (M5S), ultrapassado pelos socialistas do Partido Democrático (PD). A Liga governa com o Movimento 5 Estrelas desde junho do ano passado.
 

 

 

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