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Trump chega ao Reino Unido para visita de polêmicas e desentendimentos

O presidente americano Donald Trump desembarcou em Londres nesta segunda-feira (3) para uma visita de três dias bastante polêmica. Antes mesmo de embarcar, ele já deu palpite na política interna britânica, foi duramente criticado pelo prefeito da capital, Sadiq Khan, e deve ser recebido com protestos pela cidade.

Vivian Oswald, correspondente da RFI em Londres

Trump deve ser recebido com protestos na capital, e nas cidades de Manchester, Belfast, Birmingham e Nottingham. Não foi só o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que foi maltratado por um prefeito. O americano Bill de Blasio comemorou com ironias o cancelamento da visita do brasileiro a Nova York, depois que dois estabelecimentos se recusaram a sediar um jantar de gala em homenagem a Bolsonaro. Patrocinadores também suspenderam recursos para o evento.

Um dia antes de Trump desembarcar na capital britânica, o prefeito de Londres, Sadiq Khan, chamou o americano é de “crescente ameaça global”. Em artigo publicado na imprensa britânica, o trabalhista disse suspeitar que “daqui a alguns anos, essa visita de Estado (do presidente americano) será daqueles eventos de que (o país) deve se arrepender profundamente e se dar conta de que estava do lado errado da história”.

Visita cara

O medo de uma confusão é tal que a visita vai custar caro para o Reino Unido. A polícia britânica está mobilizando a maior operação desde os violentos protestos de 2011. Cerca de 4.000 homens estão sendo deslocados para fazer a segurança da visita. Isso tudo deve custar em torno de 18 milhões de libras, ou quase R$ 90 milhões. Atiradores de elite foram distribuídos por pontos estratégicos do trajeto do americano.

Mais uma vez, o presidente americano resolveu deixar a diplomacia de lado, interferindo em questões internas do país que está visitando. Palpitou sobre o Brexit: disse que o Reino Unido deve deixar a União Europeia sem um acordo, caso os europeus não atendam suas demandas. Vamos lembrar aqui que os britânicos vivem a maior crise política do pós-guerra e que justamente a possiblidade de fazer esse divórcio da União Europeia sem um entendimento é motivo de muita preocupação para o governo, o setor produtivo e para os cidadãos. Pode ter efeitos nefastos sobre a economia do país.

Trump também deu pitaco sobre a disputa dentro do Partido Conservador para a escolha do sucessor da primeira-primeira-ministra Theresa May, que já anunciou que vai deixar o cargo no próximo dia 7. Ele disse que o ex-ministro das Relações Exteriores Boris Johnson, um dos principais cotados para assumir o cargo, seria uma boa opção.

Crescimento da extrema direita

E mais: uma semana depois do desastre da eleição parlamentar europeia, que mostrou o crescimento do apoio ao líder de extrema direita Nigel Farage, para o assombro dos grandes partidos políticos britânicos, Trump veio dizer que Farage tinha de ser incluído nas negociações sobre a saída da União Europeia. O partido do Brexit de Farage ficou com 32% dos votos dos britânicos na eleição europeia tendo como plataforma política apenas o divórcio da Europa.

O Partido Conservador, que está no comando do país, foi o maior derrotado nas urnas europeias pelo avanço da extrema direita. O resultado se deve justamente ao processo do Brexit. Foram os conservadores que realizaram o referendo que acabou levando o país a optar por deixar o bloco. Mas, depois de quase três anos, o divórcio ainda não aconteceu.

A crise se arrasta. Quem votou pela saída está insatisfeito, porque não levou o que pediu nas urnas. Quem defende a permanência tampouco está satisfeito. Ou seja, o americano tocou em uma ferida aberta. E não foi só isso, Trump ainda aproveitou para criticar a Duquesa de Sussex, a ex-atriz americana Meghan Markle, que é casada com príncipe Harry, com quem acaba de ter o primeiro filho. Disse que ela é desagradável. O casamento dos dois foi o de maior audiência da história do Reino Unido, com dois bilhões de telespectadores no mundo todo.

Desacordos

A visita de Trump acontece em um momento especial de desencontro. O Reino Unido discorda dos americanos sobre temas importantes internacionais. Historicamente, os dois países têm muito mais pontos em comum do que opostos. As divergências vão desde o Irã ao acordo do clima, passando pelas políticas protecionistas que os americanos estão adotando contra a China no âmbito da guerra comercial.

Existe também um outro elemento curioso aí: Trump vai ser recebido pela primeira-ministra demissionária. Ela tem menos de uma semana pela frente no cargo. May deixa o cargo no dia 7. Caiu por não conseguir resolver o “imbróglio” do Brexit.

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