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Brasileiros elegem Portugal como porto seguro para a comunidade LGBTQI+

Graças às leis portuguesas antidiscriminação e ao respeito da sociedade às minorias, muitos brasileiros têm deixado o país de origem em busca de uma vida melhor longe do preconceito. Esta migração para Portugal aumentou principalmente depois da última eleição presidencial e a vitória de Jair Bolsonaro.

Por Luciana Quaresma

Romulo Botelho, 40 anos, design que se mudou há um ano para Portugal, é contra o atual governo do Brasil e apesar de não concordar que Portugal tenha se tornado um paraíso gay, acredita que é um país livre do preconceito, violência e intolerância.“Eu não vejo Portugal como um refúgio da comunidade LGBTI. Na verdade, os roteiros turísticos e os guias divulgam como se fosse um paraíso gay mas eu não reconheço desta forma. Eu vejo que é um país realmente livre de violência, livre de radicais, de preconceito, de tolerância mas não creio nesta afirmação”, explica.

Romulo se mudou para Portugal há um: existe mais respeito e tolerância por aqui Arquivo Pessoal

A jornalista Meg Macedo se mudou para Portugal e deixou para trás a insegurança e o medo do que estaria por vir com o novo governo. Estudante de Mestrado, Meg é também representante do coletivo Queer Tropical, em Lisboa, que apoia brasileiros que querem morar em Portugal, além de prestar ajuda solidária aos que se sentem ameaçados.

“ O principal fator que influencia os brasileiros da comunidade LGBTQI+ (Lésbica, Gay, Bissexual, Transgênero, Queer, Intersexo) a vir para Portugal é justamente a questão da segurança. Por aqui as políticas públicas são respeitadas de fato, enquanto no Brasil, hoje, a gente vive uma insegurança. Os direitos que foram adquiridos se encontram em risco porque temos um presidente LGBTfóbico. Então, nada nos garante que esses direitos vão permanecer intactos”, comenta a jornalista.

Meg Macedo é representante da Queer Tropical em Lisboa que apoia brasileiros que querem vir morar em Portugal. Arquivo Pessoal

Direitos das minorias

Apesar da nova lei aprovada recentemente no Brasil onde a homofobia passa a ser crime, Marco Hennies, de 53 anos, que mora em Lisboa há três anos, acredita que o país enfrenta um momento muito delicado no que toca as minorias.“O Brasil está num momento muito especial e muito perigoso, onde alguns valores que precisam ser revistos não estão sendo revistos com olhos livres e estão comprometidos com valores antigos", afirma.

O paulista avalia no entanto que "não é que o Brasil vai ser um país retrógrado. Exemplo disso, é essa lei que saiu recentemente que criminalizou a homofobia e isso pra mim é um grande avanço, mas paralelo à esse passo adiante ainda há uma resistência para que as pessoas possam ser verdadeiramente livres”.

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