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Prefeitura de Barcelona lança aplicativo contra agressão de mulheres e transexuais nas ruas

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Novo aplicativo visa proteger principalmente mulheres e transexuais vítimas de assédio e violência nas ruas de Barcelona PAU BARRENA / AFP

A prefeitura de Barcelona acaba de lançar um aplicativo para contribuir na luta contra as agressões sexuais nos espaços públicos da cidade. O sistema visa ajudar principalmente mulheres e transexuais vítimas de assédio e violência nas ruas.


Elise Gazengel, correspondente da RFI em Barcelona

Gratuito, anônimo e munido de um dispositivo de geolocalização, o aplicativo BCN anti-masclista (Barcelona anti-machista) permite que as vítimas alertem, de forma confidencial, qualquer tipo de agressão nos espaços públicos.

O sistema não foi criado para intervenções urgentes, em tempo real, e sim como uma ferramenta para ajudar a prefeitura a mapear as agressões e casos de assédio na cidade para tentar, em seguida, erradicá-los. Mas o aplicativo propõe que cada denúncia seja seguida de uma queixa na polícia. Além disso, também é possível, a partir do dispositivo, ligar para o 112, número local dos serviços de socorro.

O aplicativo tem como objetivo ajudar não apenas os moradores, mas também as pessoas que estão de passagem por Barcelona, a trabalho ou passeio. Por essa razão, o sistema é disponível em catalão, espanhol e inglês.

Espanhóis cada vez mais feministas

A prefeitura espera sensibilizar a população, incitando os moradores a testemunharem. Além disso, as autoridades esperam, graças aos dados recolhidos, melhorar a organização do espaço urbano, aumentando, por exemplo, a iluminação pública em zonas mais sensíveis.

A Espanha tenta manter a boa reputação que conquistou nos últimos anos em termos de igualdade de direitos. O país é o único membro da OCDE com um governo composto por mais mulheres do que homens.

No caso de Barcelona, em quatro anos a prefeitura dobrou seu orçamento dedicado à luta contra violências de gênero.

Segundo uma pesquisa recente, 63% dos espanhóis se dizem “feministas”.