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Revista francesa traz duas páginas de mentiras de Boris Johnson

Por Adriana Moysés

O histórico de declarações deturpadas ou mentirosas de Boris Johnson, o ex-prefeito de Londres e ex-chanceler que pode ser designado como chefe do governo britânico no dia 23 de julho, é documentado pela edição de fim de semana do Les Echos. Em duas páginas, a revista cita sete mentiras de Johnson, um ferrenho defensor do Brexit, que "nunca hesitou em deformar a realidade e fazer falsas promessas", segundo a descrição da reportagem.

O mau hábito começou quando Boris Johnson ainda trabalhava como jornalista. Repórter do Times, em 1988, ele foi demitido depois de publicar uma citação falsa em primeira página, que atribuiu a seu padrinho e professor de história, posteriormente desmentida pelo interessado. Johnson se retratou como tendo sido "o maior erro" de sua vida.

Quando foi correspondente do jornal Daily Telegraph em Bruxelas, de 1989 a 1994, Jonhson escreveu uma série de textos recheados de "fake news" sobre questões anedóticas, como o formato de pepinos ou a mudança de nomes dos chocolates ingleses por causa do baixo teor de cacau, como se fossem exigências do bloco. Desde aquela época, o objetivo era alimentar a hostilidade dos britânicos em relação à UE.

Mentira sobre amante causa divórcio

Em 2004, o britânico acusou injustamente torcedores do Liverpool de estarem bêbados e terem provocado um acidente que levou à morte de 96 espectadores num estádio. Doze anos mais tarde, um relatório concluiu que as mortes ocorreram por falha da polícia. No mesmo ano, Johnson desmentiu categoricamente que tinha um caso extraconjugal com uma jornalista que trabalhava com ele na redação da publicação Spectator. Mas a mãe dela revelou que a filha engravidou de Johnson e fez um aborto. A mentira custou ao ex-prefeito o casamento que mantinha há 25 anos.

A revista do Les Echos também aponta uma série de promessas não cumpridas pelo político britânico quando ele foi prefeito de Londres, como manter funcionários nas bilheterias do metrô, aumentar o número de policiais na cidade e fechar uma pista do aeroporto de Heathrow. Nenhuma delas foi respeitada.

Em sua campanha a favor do Brexit, ele declarou que a União Europeia proibia a venda de cachos de banana com mais de duas ou três unidades da fruta, o que é pura ficção.

Uma das maiores mentiras de Jonhson e que contribuiu para o Brexit foi dizer que o Reino Unido pagava 350 milhões de libras esterlinas por semana à UE, quando o valor, no período citado por ele, foi de 135 milhões de libras.

Johnson também nega ser amigo de Steve Bannon, o ex-estrategista de campanha de Donald Trump que sonha reunir todos os partidos de extrema direita do bloco para desmantelar a UE. Mas trecho de um documentário sobre Bannon divulgado em junho mostra uma cena em que o americano afirma ter passado o fim de semana conversando com Johnson sobre seu discurso de demissão à primeira-ministra Theresa May.

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