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Espanha Pedro Sánchez Podemos

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Governo espanhol rompe negociações com esquerda radical sobre apoio para posse de Sanchez

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O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sanchez, reage durante o segundo dia do debate de investidura no Parlamento de Madri, Espanha, em 23 de julho de 2019. REUTERS/Sergio Perez

O governo espanhol de Pedro Sanchez rompeu nesta quarta-feira (24) todas as negociações com o Podemos, por considerar inadmissíveis suas exigências, segundo informações do jornal El País. De acordo com o Partido Socialista (PSOE), a formação da esquerda radical exigia cinco ministérios em troca do apoio.


Segundo o diário espanhol, os socialistas afirmam que aceitar as condições do Podemos significaria ‘criar dois governos’ dentro de um só e deixar as políticas sociais e econômicas nas mãos de Pablo Iglesias, líder da esquerda radical.

De acordo com informações governamentais obtidas pelo El País, o PSOE ofereceu, entre outras propostas, três ministérios: Habitação e Economia Social, Assuntos Sociais e Consumo e Igualdade. Os socialistas afirmavam que sua oferta era “boa” e denunciaram exigências abusivas da esquerda radical, levando ao fim das negociações.

Negociações difíceis

O Partido Socialista (PSOE) e a esquerda radical do Podemos negociaram nesta quarta-feira (24), com discrição e contra o relógio, para tentar salvar a investidura de Pedro Sánchez como presidente do governo da Espanha na quinta-feira (25). O Parlamento espanhol rejeitou sua posse na terça-feira (23), em uma primeira votação.

O resultado da primeira votação era esperado – o atual líder em exercício espanhol obteve 124 votos a favor, 170 contra e 52 abstenções. Na segunda-feira (22), o debate parlamentar envolveu uma troca de críticas e de ameaças entre o líder socialista de 47 anos e Pablo Iglesias, líder do Podemos.

A negociação desta quarta-feira avançou com bastante dificuldade. Segundo fontes do Podemos, Pablo Echenique, o negociador-chefe do partido, teve uma reunião com a atual vice-presidente, Carmen Calvo. A esquerda radical denunciou o veto dos chamados ministérios de Estado – Relações Exteriores, Interior, Justiça e Defesa – que não participaram da conversa.

O PSOE precisa do apoio de mais 41 deputados de partidos regionais. Uma maioria simples pode ser suficiente, mas para isso um acordo com o Podemos era necessário.

Os dois partidos iniciaram negociações na sexta-feira (19), depois que Pablo Iglesias cedeu às exigências de Pedro Sánchez ao desistir de entrar no governo. Se fracassar, Pedro Sánchez terá dois meses para tentar novamente. Caso contrário, novas eleições legislativas – a 4ª em quatro anos – serão realizadas em 10 de novembro.