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As estratégias de quem é do Brasil para enfrentar o calor na Suíça

Suíça não escapa da onda de calor que assola a Europa. O nível de alerta está em 3 de 5, o que significa "perigo significativo". Em Sion, a temperatura chegou a 38 graus na quarta-feira, o que representa não só a mais alta do ano em todo o país, como a maior temperatura já registrada em Sion desde o início das medições, em 1958. A boa notícia é que o calor deve dar uma trégua no fim de semana. 

Valéria Maniero, correspondente da RFI em Lausanne

Quem vem do Brasil para morar na Suíça imagina que vai sofrer um pouco por causa do clima, porque as temperaturas chegam a ficar abaixo de zero no inverno. Mas o que vem acontecendo este ano é que a comunidade brasileira está sentindo os efeitos das altas temperaturas.É que uma onda de calor atinge a Europa, e a Suíça, conhecida por seu inverno rigoroso, não escapou do verão escaldante. Como algumas regiões do país registraram temperatura acima de 35 graus esta semana, a RFI conversou com brasileiras que moram no país para saber como enfrentam a segunda onda de calor deste verão.

Por que os brasileiros estranham o calor suíço 

A estudante de marketing Amanda Santos conta por que os brasileiros, acostumados ao calor, estão estranhando as altas temperaturas da Suíça: 

"Eu sou de Aracaju, venho dessa região super quente do Brasil. Tudo o eu conheci a minha vida inteira foi sol e chuva. Então, temperaturas altíssimas não me assustam, estou muito acostumada. Mas a verdade é que aqui na Suíça muda muito porque é mais abafado, é um calor mais seco. Minha mãe, que chegou há uma semana, estava me falando o quanto é difícil pra ela. Ela se sente assim como num forno. O calor aqui da Suíça é muito diferente do calor que eu conheci lá em Aracaju. Pelo menos lá corre uma brisa, um vento fresco. Aqui, nem isso a gente tem." 

Para driblar o calor, a saída encontrada pelos moradores é ficar ao ar livre: as piscinas públicas da cidade, por exemplo, ficam cheias de gente até as 20h30, horário de fechamento. Amanda e a filha Elena, de 3 anos, costumam ir para a de Lausanne, que tem uma área especial para crianças. "Eu tento sair com ela para ir ao lago, à piscina, ficar nos parques, porque a temperatura é mais agradável", conta. 

Soluções para aliviar o calor 

Popular no Brasil, o ar condicionado é coisa rara por aqui. Por isso, é preciso criar outras estratégias para encarar - quem diria - o calor suíço. A professora Ana Paula Ricciopo contou à RFI o que ela faz para manter a temperatura em casa mais agradável:

"Em casa, a gente tem três ventiladores: um no meu quarto, um no quarto das minhas filhas, outro na sala. E eles ficam andando pela casa com a gente. A gente vai para a cozinha, ele vai junto. Se a gente está na sala de jantar, ele está junto. A gente fica tentando se refrescar assim. Na hora de dormir, o ventilador vai para perto da janela para tentar puxar um pouquinho daquele ar mais fresco da noite, o que nem sempre é o caso, para dentro do quarto. Outra coisa que eu aprendi com os suíços, aqui, é fechar as janelas, e não abri-las, naquele momento de pico de calor. Porque, na verdade, se você deixar a janela aberta, aquele ar quente todo vai entrar na sua casa. Se você fecha a janela, a cortina, o blackout, isola aquele arzinho mais fresquinho, ou menos quente, que já está dentro de casa, e não deixa aquele calorão entrar". 

Faz calor até dentro do escritório, como explica a brasileira Nycia Mendes, que encontrou uma solução para aqueles dias mais quentes: 

"O que eu fiz foi comprar um ventiladorzinho usb para levar ao escritório, que não tem ar condicionado. Nos picos de calor, me ajuda muito", explica. Outra dica é não economizar na ingestão de água. Ela anda sempre com uma garrafinha que mantém a temperatura da água bem gelada". 

Os brasileiros estão encontrando algumas soluções para enfrentar o calor na Suíça. Já os ursos de um zoológico daqui viraram notícia porque ganharam picóles de frutas congeladas de 15 quilos para se refrescarem. 

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