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Noruega Ataques Mesquita

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Homem abre fogo contra fiéis em mesquita da periferia de Oslo

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Autoridades norueguesas confirmaram neste domingo (11) que ataque contra a mesquita Al-Nour, em Baerum, foi "uma tentativa de ataque terrorista". TERJE PEDERSEN / NTB SCANPIX / AFP

A polícia norueguesa investiga o ataque de um jovem a uma mesquita da cidade de Baerum, na periferia da capital, no sábado (10). Segundo testemunhas, o agressor chegou ao centro islâmico Al-Nour armado e abriu fogo contra fiéis dentro da mesquita, ferindo gravemente uma pessoa.


O agressor - cuja identidade não foi revelada - foi imobilizado um por um dos fiéis e preso pela polícia logo depois. Autoridades norueguesas confirmaram neste domingo (11) que o ato foi "uma tentativa de ataque terrorista".

A mesquita Al-Nour não tinha recebido nenhuma ameaça até hoje. O responsável pelo local, Irfan Mushtaq, declarou à imprensa norueguesa que o atirador - um homem branco de cerca de 20 anos - carregava várias armas, munições, e estava usando um colete à prova de balas e um capacete.

Durante a noite, investigadores encontraram o corpo de uma jovem de 17 anos, meia-irmão agressor, em uma casa também na cidade de Baerum. "Acreditamos que se trata de uma morte suspeita. A falecida está relacionada ao homem preso", disse o porta-voz da polícia, Rune Skjold. 

Sangue nos tapetes

Irfan Mushtaq afirmou que chegou ao local pouco depois de ter sido alertado sobre a presença do homem armado, e depois se dirigiu à parte de trás do edifício à espera da polícia. "Vi cartuchos e sangue nos tapetes. Um de nossos fiés, que controlou o atirador, estava coberto de sangue", declarou Mushtaq. Segundo ele, o homem que conseguiu imobilizar o atirador tinha 75 anos.

O ataque acontece em um contexto de aumento de violências de supremacistas brancos. Em março deste ano, 51 muçulmanos morreram em um massacre em duas mesquitas de Christchurch, na Nova Zelândia

Pouco antes do ataque, uma mensagem que teria sido divulgada pelo atirador norueguês em um fórum na Iiternet fala de uma "guerra de raças" e presta uma homenagem ao autor do ataque na Nova Zelândia. Ainda não foi possível confirmar a autenticidade da mensagem atribuída ao agressor de Baerum.