rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
Linha Direta
rss itunes

Opositores ao Brexit travam batalha parlamentar e jurídica para adiar planos de Johnson

Por Maria Luísa Cavalcanti

O Parlamento do Reino Unido reabre nesta terça-feira depois de um período de recesso e em meio a uma enorme crise política diante do Brexit. Os parlamentares devem tentar aprovar às pressas uma nova lei para impedir que o país saia da União Europeia sem nenhum acordo com o bloco, contrariando a vontade do primeiro-ministro, Boris Johnson. Ainda nesta terça-feira, um tribunal deve decidir sobre a possível inconstitucionalidade da decisão de Johnson de suspender o Parlamento a partir da semana que vem.

Da correspondente da RFI em Londres

A sessão parlamentar desta terça-feira é praticamente a primeira grande prova de fogo para Boris Johnson desde que ele assumiu o governo em julho, com o agravante de que ele anunciou uma suspensão do Parlamento a partir da semana que vem, causando uma enorme revolta.

O primeiro-ministro já disse repetidas vezes que o Reino Unido vai sair da União Europeia em 31 de outubro, custe o que custar. Mas a interpretação da oposição e de muitos parlamentares dentro do próprio Partido Conservador é de que Johnson terá dificuldades para obter um novo acordo com o bloco, mesmo com um encontro final entre ele e chefes de Estado europeus marcado para a terceira semana de outubro. Esses parlamentares, que incluem por exemplo o ex-ministro das Finanças do governo de Theresa May, Philip Hammond, devem tentar aprovar hoje uma nova proposta de lei que obrigue o primeiro-ministro a pedir à União Europeia uma extensão do prazo para o Brexit até 31 de janeiro do ano que vem,  se o Parlamento rejeitar qualquer tipo de acordo até 19 de outubro. A data original marcada para a saída era 31 de março passado, e essa seria a segunda extensão solicitada pelos britânicos.

Intimidação

Na segunda-feira, o governo anunciou que pode convocar eleições gerais antecipadas para 14 de outubro caso o Parlamento consiga retomar o controle sobre as questões do Brexit. Aos olhos de Johnson, diante de pesquisas de opinião que indicam que os Conservadores voltariam a ganhar, as eleições dariam a ele a carta branca para tirar o país da União Europeia sem nenhum acordo. Mas críticos acreditam que se trata apenas de uma manobra do primeiro-ministro para tentar fazer com que os parlamentares do seu próprio partido acabem desistindo de votar por um novo prazo para o Brexit por medo de serem punidos nas urnas. Johnson chegou a ameaçar alguns dos “conservadores rebeldes” de expulsá-los do partido caso apoiem a nova proposta de lei.

Nesta terça-feira, um tribunal na Escócia faz uma audiência para decidir se a suspensão do Parlamento anunciada por Johnson na semana passada é ou não inconstitucional. Esta foi uma ação iniciada por parlamentares do Partido Nacional Escocês (o SNP) e pela líder do Partido Liberal Democrata, Jo Swinson. A sentença será conhecida na quarta-feira (4). Outro processo iniciado em Londres por uma advogada anti-Brexit ganhou o apoio do ex-primeiro-ministro John Major, e terá uma audiência preliminar na quinta-feira (5).

No último sábado, milhares de pessoas foram às ruas em várias partes do país para protestar contra a decisão de Johnson de suspender o Parlamento. Mas só mesmo após os dois veredictos judiciais é que se saberá o que pode ocorrer na semana que vem.

Cubanos celebram 500 anos de Havana com eventos culturais e festas pelas ruas

Proposta de eutanásia para quem "está cansado de viver" cria polêmica na Bélgica

Transporte público, bicicleta, cafezinho do próprio bolso: conheça a filosofia finlandesa de respeito ao dinheiro público

Bolívia tenta sair do vácuo de poder e evitar cenário de guerra civil

Sob embalo de vitória de Lula, esquerda latino-americana se reúne em Buenos Aires

Deputados árabes de Israel fazem greve de fome contra violência e inação da polícia

Congresso americano começa a votar trâmite de impeachment do presidente Donald Trump

Ventos semelhantes a furacão colocam Califórnia em alerta máximo contra incêndios

Número de refugiados e migrantes venezuelanos no mundo vai superar em breve o de sírios

Uma pedra no sapato de Bolsonaro: o peronismo volta ao poder na Argentina

Argentina: peronista Alberto Fernández pode vencer eleições presidenciais no 1° turno

Espanha exuma restos mortais de Franco, enterrado ao lado de vítimas da guerra civil

Realizando protestos diários, Catalunha monopoliza debate político antes de eleições legislativas

Evo Morales enfrentará inédito segundo turno na Bolívia e perde controle no Congresso