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Itália Migrantes Navio Desembarque Refugiados

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Itália confirma desembarque de 82 migrantes do navio “Ocean Viking”

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Grupo de migrantes resgatado do Ocean Viking, no mar Mediterrâneo ® MSF via REUTERS ATTENTION EDITORS

O novo governo da Itália autorizou o navio "Ocean Viking" a desembarcar 82 migrantes na ilha de Lampedusa, depois de vários dias no mar e um acordo entre países europeus para receber o grupo. O anúncio foi feito pela ONG SOS Mediterrâneo, neste sábado (14).


Segundo o Ministério francês do Interior, os migrantes serão distribuídos entre a Itália, a França, a Alemanha, Portugal e Luxemburgo, que chegaram a um acordo para receber os refugiados. O sinal verde da Itália aconteceu após a posse do novo governo de Giuseppe Conte. Matteo Salvini, o ex-ministro do Interior que se opôs categoricamente ao desembarque de navios de migrantes na costa italiana.

O "Ocean Viking" fazia sua segunda missão no Mediterrâneo e navegava há quase duas semanas entre Itália e Malta, à espera de um porto seguro para desembarcar os migrantes. Entre as 82 pessoas a bordo, estão 58 homens, seis mulheres, 17 menores e uma criança de um ano, de acordo com a ONG Médicos sem Fronteiras.

"Eles disseram aos nossos médicos que haviam sofrido queimaduras e foram agredidos com pedaços de pau e de metal", quando estavam na Líbia, disse a ONG em uma mensagem no Twitter. "Muitos deles estão com traumas psicológicos." Na primeira expedição, no final de agosto, o "Ocean Viking" resgatou 356 migrantes, que puderam desembarcar em Malta. A França se comprometeu a receber 150 deles.

“Portos se abrem sem limites”, diz Salvini

"Começamos já. Os portos se abrem sem limites", reagiu Salvini, depois do anúncio da autorização de desembarque. "O novo governo está reabrindo portos, a Itália volta a ser o acampamento de refugiados da Europa. Ministros abusivos que detestam os italianos", continuou o ex-ministro do Interior, que tentou forçar eleições antecipadas em agosto no país.

Salvini deixou o Executivo depois da formação de um governo de coalizão que excluiu seu partido de extrema direita, a Liga. Quando foi ministro do Interior, ele travou uma guerra aberta contra as ONGs que resgatavam migrantes no mar Mediterrâneo, proibindo seu acesso aos portos italianos, ou lhes impondo pesadas multas.

O representante da Liga foi substituído no cargo de ministro do Interior por uma alta funcionária especialista em imigração, Luciana Laborgese. O ministro italiano das Relações Exteriores, o líder do Movimento 5 Estrelas, Luigi Di Maio, afirmou à televisão italiana que "designou um porto seguro para o barco, porque a União Europeia aceitou nossa demanda de acolher a maioria dos migrantes". Di Maio fez parte da coalizão com o partido de Salvini e, agora, compôs uma coalizão governamental com o Partido Democrata (centro esquerda).

(Com informações da AFP)