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Milhares de britânicos trocam Reino Unido pela Europa devido ao Brexit

Exaustos com os desdobramentos do processo do Brexit, que já dura mais de três anos, os britânicos estão, mais do que nunca, deixando o país rumo à União Europeia (UE). O número de emigrantes que partem para o Velho Continente cresceu pelo décimo ano consecutivo. Cerca de 84 mil cidadãos deixaram o país rumo ao continente.

Vivian Oswald, correspondente da RFI em Londres

Eles eram apenas 58 mil antes em 2015, um ano antes do referendo de junho de 2016, quando os britânicos resolvem deixar a União Europeia. Em 2012, não passavam de 46 mil, quase a metade. O número se mantém em alta desde 2010. Os dados fazem parte de um estudo acadêmico da Universidade de Oxford e do Centro de Ciências Sociais de Berlim, com base em estatísticas oficiais de imigração do Reino Unido e da UE.

O documento calcula que há 1,2 milhão de cidadãos britânicos vivendo na UE. E a grande maioria é considerada população economicamente ativa, ou seja, pessoas em idade de trabalhar. Segundo um dos co-autores do estudo, Daniel Auer, as incertezas em torno do Brexit certamente levaram as pessoas a se mudar para os dois lados do Canal da Mancha.

Se o divórcio acontecer com um acordo, as questões sobre o livre trânsito terão um período de transição até 2020, que poderia ser prorrogado até dezembro de 2022, para que todas as arestas sejam aparadas. Os direitos dos cidadãos de um lado e de outro da fronteira têm sido destaque nas discussões entre britânicos e europeus.

Já são mais de três anos de discussões sem que se encontre uma solução clara para que o Reino Unido deixe a UE. E isso teve impacto sobre o humor da população, cada vez mais dividida. O Brexit fez com que 40% dos britânicos se sentissem contrariados. Há até quem diga que houve um aumento para 70,9 milhões nas receitas de antidepressivos no país em 2018, 6% a mais do que no ano anterior, também por conta do Brexit.

A menos de 10 dias do prazo final, não se pode descartar uma nova prorrogação para a saída do Reino Unido da UE. O prazo já foi prorrogado duas vezes. Inicialmente, o Reino Unido teria que ter equacionado a sua saída da UE até 29 de março deste ano.

Na terça-feira (22), o parlamento britânico até votou favoravelmente ao acordo firmado entre o primeiro-ministro britânico Boris Johnson e os europeus. Foram 329 votos contra 299. Foi a primeira vez que um entendimento do partido conservador recebeu o sinal verde dos deputados. O da ex-primeira-ministra Theresa May foi rejeitado três vezes, o que acabou levando a sua queda.

Derrota de Boris Johnson

Mas, como nada é simples nesse processo, os parlamentares impuseram uma nova grande derrota a Johnson. Rejeitaram o seu calendário acelerado para a implementação do acordo, o que permitiria que o Brexit se desse ainda em 31 de outubro, se tudo fosse feito depressa. Sendo assim, o governo resolveu interromper o cronograma e já avisou que isso trará ainda mais incertezas ao Reino Unido.

Johnson queria o Brexit acontecesse no dia 31 de outubro custasse o que custasse. Disse que preferia estar morto numa vala a ter de pedir uma prorrogação. A UE não cedeu a ele. E agora é Johnson que terá de ceder e aceitar a prorrogação que foi obrigado a pedir neste final de semana.

O fato é que o premier tentou empurrar as 110 páginas de legislação ao parlamento para que fossem aprovadas às pressas sem o devido escrutínio dos deputados. E eles não aceitaram. Diante disso, restou à UE acolher o pedido de prorrogação que Johnson enviou no fim de semana muito à contragosto a partir de uma carta que sequer assinou.

O sinal do presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, é de que vão conceder a extensão do prazo. Mas e se um dos Estados-Membros resolver recusar? Tudo isso significa que há muito ainda pelo frente e que é praticamente impossível que o Brexit aconteça no dia 31 de outubro. Pode ser até que seja convocada uma nova eleição geral no Reino Unido antes do fim do novo prazo do divórcio da UE a ser estipulado nos próximos dias.

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