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Yves Saint Laurent, a arte da moda

Por Leticia Constant

O Museu Petit Palais de Paris está apresentando a maior retrospectiva já dedicada à obra do estilista francês. São mais de 300 peças expostas em 15 salas, onde um público fascinado descobre todas as fases criativas de Saint Laurent, da sua estreia na Maison Dior, em 1962, ao seu último desfile, em 2002.

 

A Fundação Pierre Bergé-Yves Saint Laurent e o Museu Petit Palais, de Paris, estão apresentando até o dia 29 de agosto a primeira grande retrospectiva dedicada à obra do maior costureiro da segunda metade do século 20: Yves Saint Laurent.

 

Museu Petit Palais de Paris

Em quinze salas, como em uma viagem idílica, o público pode descobrir 40 anos de criação, de 1962 até 2002. Trezentos e sete modelos de alta-costura e prêt-à-porter, escolhidos entre mais de cinco mil peças, espelham o percurso de Saint Laurent, desde o começo de sua carreira na Maison Dior, em 1958, quando substituiu o mestre Christian Dior, recém-falecido, até o esplendor de seus vestidos de noite, em 2002. Além dos trajes, uma seleção de desenhos, fotografias e filmes ilustram o contexto histórico, a construção do estilo YSL e os fundamentos de sua obra, revelando uma inspiração alimentada pela troca constante com a pintura, a escultura, o teatro, a ópera, a literatura e o cinema.

 

A mostra é uma ocasião imperdível de descobrir os fundamentos da revolução estética promovida por Yves Saint Laurent, cujas fotos nu, clicadas por Jeanlup Stieff, são expostas pela primeira vez ao público.

 

Entre as peças míticas de Saint Laurent, podemos apreciar o Caban, símbolo da fronteira sutil entre o masculino e o feminino. Em seguida, temos a saharienne e um maravilhoso paredão com mais de 40 smokings, o traje mítico que Saint Laurent roubou do guarda-roupa "deles" para transferir o poder às mulheres.

 

Cada sala desperta encantamento, mas vale a pena citar a que abriga a linha em que Saint Laurent dialoga com a arte, homenageando artistas plásticos como Mondrian, Picasso e Van Gogh. A coleção inspirada na rua, chamada Escândalo, de 1971, também é de tirar o chapéu, mas o "troféu de diamante" vai mesmo para o salão de baile, com vestidos maravilhosos de alta-costura, valorizados por um enorme painel com cenas do baile do filme "O Leopardo", do diretor italiano Luchino Visconti.

 

Complementando a retrospectiva, podemos assistir diversas projeções que desvendam as fantasias estéticas de Yves Saint Laurent e o seu trabalho para o cinema. Alguns exemplos, o vestido de Catherine Deneuve em "A Bela da Tarde", "A Dama de Xangai", com Rita Hayworth, "A Pantera Cor de Rosa", com Claudia Cardinale e outras preciosidades.

 

 

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