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Assassinato Crime Justiça

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Família assassinada na França será enterrada na quinta-feira

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Residência dos Ligonnès, em Nantes, no noroeste da França. Reuters/Stephane Mahe

Agnès Dupont de Ligonnès e seus quatro filhos, assassinados e encontrados no jardim da residência da família em Nantes, noroeste da França, serão enterrados na próxima quinta-feira. O pai da família, Xavier Dupont de Ligonnès, principal suspeito do quíntuplo homicídio, continua foragido.


A polícia francesa, que perdeu a pista de Xavier Dupont de Ligonnès no sul da França, emitiu um alerta internacional de busca para encontrá-lo. O empresário, de 50 anos, foi visto pela última vez no dia 15 de abril em Roquebrune-sur-Argens no sul do país. Desde o lançamento do alerta internacional, no último final de semana, várias testemunhas afirmam ter visto o pai de família acompanhado de uma mulher loira, mas até agora nenhuma pista foi confirmada pela polícia. Os investigadores acreditam que ele tenha ido para a Itália.

Os corpos de sua mulher e seus quatro filhos, que tinham entre 13 e 20 anos, foram descobertos na última quinta-feira, enterrados no jardim da residência familiar em Nantes. Todos foram abatidos com duas balas na cabeça. Os detalhes do assassinato horrorizam a França. Meticuloso, Xavier de Ligonnès enviou cartas avisando da mudança da família, esvaziou as contas bancárias, retirou os discos duros dos computadores e limpou impecavelmente a casa.

O último detalhe dos preparativos para a eliminação da família foi revelado pelo jornal Le Parisien desta segunda-feira. Um amigo do filho mais velho, Thomas, afirmou que Xavier de Ligonnès entrou em contato com o filho no dia 5 de abril pedindo que ele voltasse para casa. O rapaz estudava em outra cidade, mas o pai o convenceu dizendo que a mãe tinha tido um acidente de bicicleta. A revelação é mais uma prova da premeditação do crime.

Xavier de Ligonnès era dono de uma pequena agência de venda de espaço publicitário, mas mostrava nos últimos anos uma atitude suspeita. Ele teria acumulado muitas dívidas e declarava somente uma renda irrisória ao fisco.