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Justiça americana decide manter diretor do FMI na cadeia

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Dominique Strauss-Kahn saindo algemado da delegacia do Harlem, no domingo 15 de maio. REUTERS/Allison Joyce

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn continua preso em Nova York. DSK, como é conhecido na França, é acusado de “agressão sexual, retenção ilegal e tentativa de estupro” e foi detido no sábado a bordo de um avião que decolava para Paris. A audiência preliminar que aconteceria neste domingo foi adiada para esta segunda, a pedido da polícia.


Cleide Klock, correspondente da RFI em Nova York

A polícia quer submeter Dominique Strauss-Kahn a mais provas antes de levá-lo para a audiência preliminar. Será feito um exame físico para comprovar se o diretor do FMI possui algum ferimento ou arranhões, devido a luta corporal que teria acontecido. De acordo com o jornal New York Times, ele já foi submetido a exames para encontrar provas de DNA na pele e nas unhas.

Na noite desse domingo Strauss-Kahn saiu da delegacia do Harlem, algemado e escoltado por policiais. O departamento para onde ele foi transferido, não foi divulgado pela polícia.

O potencial candidato à presidência da França e líder em pesquisas, DSK, foi reconhecido, neste domingo, pela camareira do hotel que fez a denúncia de tentativa de estupro. A polícia colocou-a diante de um grupo de suspeitos e a camareira, de 32 anos, apontou o francês como o autor das agressões.

Além do advogado pessoal de Strauss-Kahn, William Taylor, outro profissional entrou na caso para defender o líder do FMI: Ben Brafman, conhecido por defender várias celebridades. Ele representou Michael Jackson, em um caso de abuso sexual de menores, em 2004.

De acordo com as leis americanas, o diretor-gerente do FMI poderá ser condenado a uma pena de até 20 anos de prisão, se for comprovado o crime. O FMI que não comentou o caso, apenas divulgou que quem ficará à frente do Fundo na ausência de DSK é número 2 do órgão, John Lipsky.