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Justiça americana decreta prisão preventiva do diretor do FMI

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O diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Khan, preso neste sábado, acusado de tentativa de estupro e agressão sexual. REUTERS

A juíza Melissa Jackson, do tribunal de Nova York, recusou o pagamento de uma fiança de 1 milhão de dólares e decretou, nesta segunda-feira, a prisão preventiva do diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, detido no sábado. Ele é acusado de agressão sexual, tentativa de estupro e outros cinco crimes, passíveis de mais de 70 anos de prisão. A próxima audiência está marcada para o dia 20 de maio.


A juíza Melissa Jackson recusou o pedido feito pelos advogados de defesa, Benjamin Brafman e William Taylor, que sugeriram o pagamento de uma fiança de um milhão de dólares para libertar o diretor-geral do FMI. Eles também propuseram que o passaporte de DSK fosse confiscado e que ele usasse um bracelete eletrônico, sem sucesso. Os advogados se disseram "decepcionados", mas disseram que "a batalha apenas começou." De acordo com a promotoria, ele está envolvido em pelo menos um " incidente similar."

A promotoria de Nova York declarou que está investigando um outro caso de agressão sexual, que pode também envolver o diretor do FMI. Ele negou os fatos diante da juíza. Se for considerado culpado, pode pegar até 74 anos e três meses de prisão. Durante a audiência, que foi filmada, Strauss-Kahn, abatido e cansado, pediu para se retirar nos primeiros oito minutos, ficou ausente durante 45 minutos e em seguida voltou para o tribunal.

Dominique Strauss Kahn foi acusado de agressão sexual e tentativa de estupro por uma camareira de 32 anos do hotel Sofitel, onde vive em Nova York. Durante o dia, fotos da suposta vítima circularam na Internet. Seu nome seria Ophelia Famotidina. A informação, entretanto, não foi confirmada.

De acordo com a defesa, ao contrário do que afirmou a vítima, o diretor-geral do FMI não fugiu do hotel depois da suposta agressão, só saiu para almoçar. Ele foi preso pouco antes de decolar para Paris, no sábado, já dentro do avião, no aeroporto JFK, e em seguida levado para a delegacia, no Harlem, onde prestou depoimento. A imagem de Dominique Strauss-Kahn deixando o local algemado foram exibidas durante todo o dia na TV francesa.

Segundo informações da imprensa francesa, a polícia de Nova York possui imagens registradas pelas câmeras de segurança do hotel, que mostram a camareira fugindo em estado de choque. DSK, que esqueceu seu celular e outros objetos no quarto, também teria alguns arranhões nas costas, o que comprovaria que houve luta. A vítima, que trabalhava há três anos no hotel teria sido levada para o hospital com ferimentos leves. O FMI anunciou nesta segunda-feira que o número 2 do Fundo, John Lipsky, irá substituí-lo temporariamente. O Conselho do Fundo reúne-se ainda nesta tarde, em Washington. A próxima audiência do diretor-geral do FMI no tribunal de Nova York está prevista para o dia 20 de maio.