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Pais do soldado Shalit dão queixa na França por sequestro

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Noam Shalit, pai do soldado franco-israelense sequestrado na Faixa de Gaza. Reuters

Os pais de Gilad Shalit, o soldado franco-israelense detido há cinco anos como refém na Faixa de Gaza, entraram com uma queixa na Justiça francesa nesta segunda-feira por sequestro. Essa ação na justiça visa também relançar as negociações internacionais pela libertação de Shalit.


O jovem Gilad Shalit foi sequestrado na Faixa de Gaza em 25 de junho de 2006 por grupos de militantes palestinos, próximos do Hamas. Os pais do soldado afirmaram hoje terem sido obrigados a entrar na justiça diante da recusa dos sequestradores em liberar Shalit. Um juiz deve ser nomeado em breve para comandar a investigação

A queixa por sequestro, com agravante que o soldado está em cativeiro e pode ter sido vítima de tortura, não foi feita explicitamente contra o Hamas, que governa a Faixa de Gaza. Mas o texto aponta claramente o movimento radical islâmico como o seqüestrador de Shalit, que foi capturado quando fazia o serviço militar obrigatório em Israel.

Para a família, Shalit não é tratado como um prisioneiro de guerra e sim como um refém. Desde a captura, os seqüestradores não permitiram que representantes da Cruz Vermelha ou de outras ONGs internacionais o visitassem e verificassem seu estado de saúde, como prevê a Convenção de Genebra.

A justiça francesa é competente para julgar o caso por que Shalit tem dupla nacionalidade, israelense e francesa. O advogado da família, Patrick Klugman, acredita que a justiça francesa é a única capaz de conseguir a cooperação do mundo árabe e acelerar a libertação do soldado.