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Dominique Strauss-Kahn Estupro Processo

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Strauss-Kahn se declara inocente de acusações de crimes sexuais

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Dominique Strauss-Kahn e sua esposa, Anne Sinclair, deixam o tribunal de Nova York acompanhados por um segurança Reuters

Como era esperado, o ex-diretor do Fundo Monetário Internacional Dominique Strauss-Kahn se declarou inocente das acusações de crimes sexuais, diante do tribunal de Nova York, nesta segunda-feira. Ele chegou à audiência com sua esposa e foi vaiado por mulheres que faziam uma manifestação na rua vestidas de camareiras.


Os advogados de Strauss-Kahn, Benjamin Brafman e William Taylor, já haviam anunciado que seu cliente defenderia sua inocência na audiência desta segunda-feira no tribunal de Manhattan. E foi o que ele fez logo depois da leitura da acusação pelo juiz Michael Obus.

Com a declaração de inocência, a Justiça americana inicia o procedimento para a instauração de um processo que irá julgá-lo diante de um júri. A próxima audiência foi marcada para o dia 18 de julho.

Strauss-Kahn é acusado por uma camareira do Hotel Sofitel, de 32 anos, de tentativa de estupro e outros seis crimes.

Após a audiência, houve uma espécie de embate entre os advogados de defesa e de acusação. Cada lado preparou uma entrevista coletiva à imprensa do lado de fora do tribunal.

O advogado de Strauss-Kahn Benjamin Brafman declarou que não existem provas que mostrem que seu cliente forçou a camareira a ter uma relação sexual com ele.

Já os advogados da acusação afirmaram que sua cliente é uma mulher digna e respeitável e foi vítima de "uma agressão sexual terrível". Eles informaram que ela vai testemunhar no processo contra Strauss-Kahn.

"Ela virá a este tribunal e vai dizer ao mundo inteiro o que Dominique Strauss-Kahn fez com ela. A vítima quer que vocês saibam que todo o poder, o dinheiro e a influência internacional de Dominique Strauss-Kahn não vão impedir que a verdade apareça sobre o que ele fez com ela naquele quarto de hotel ", afirmou o advogado Kenneth Thompson.

Audiência durou sete minutos

Mulheres vestidas de camareira vaiam Strauss-Kahn em sua chegada ao tribunal Reuters

Na chegada ao tribunal por volta das 8h40m no horário local, Strauss-Kahn estava junto com a esposa, Anne Sinclair. Ele foi vaiado por dezenas de mulheres vestidas de camareira, que gritavam "vergonha".

A audiência desta segunda-feira - a terceira desde a prisão do ex-diretor do FMI - durou apenas sete minutos. Em seguida, Strauss-Kahn voltou ao apartamento da Franklin Street, em um bairro elegante no sul de Manhattan, onde fica a sua prisão domiciliar. Ele é vigiado 24 horas por seguranças e câmeras de vídeo.