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Franceses se dividem sobre retorno de Strauss-Kahn à política

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Ex-diretor do FMI poderia voltar à política francesa se for inocentado de acusações. REUTERS/Allan Tannenbaum

Uma pequena maioria de franceses é favorável ao retorno à política do ex-diretor-geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn, depois que novas informações divulgadas pela promotoria nova-iorquina colocam em dúvida a credibilidade da mulher que o acusa de estupro. Conforme uma pesquisa encomendada pelo jornal Le Parisien, 49% dos franceses são favoráveis à volta de Strauss-Kahn ao cenário político do país.


A reviravolta no caso, na sexta-feira, resultou na concessão de liberdade ao francês, com a condição de que não deixe os Estados Unidos até o final do processo judicial. A pesquisa Harris Interactive, realizada junto a mil pessoas e publicada hoje no diário, indica que 45% se opõem ao retorno dele à política francesa.

Entre os simpatizantes da esquerda, a  proporção de apoiadores ao retorno do ex-favorito a vencer as eleições presidenciais de 2012 é bastante superior : 60% deles desejam ver Strauss-Kahn de volta à política, contra 38% contra. Entre os militantes do Partido Socialista – do qual DSK faz parte -, o índice é ainda maior, de 65% favoráveis.

Apesar dos dados, apenas 43% dos franceses gostariam que o calendário de candidatura socialista às eleições fosse modificado para dar chance à entrada de Strass-Kahn, contra 49% que preferem que a data de 13 de julho seja mantida. A próxima audiência do caso está prevista para ocorrer no dia 18 de julho. Entre os eleitores da esquerda, o índice de apoio à mudança do calendário das primárias socialistas é um pouco maior, com 51% favorávies e 47% contrários.

Líderes da sigla, como o ex-presidente do partido, François Hollande, ou a ex-candidata às eleições de 2007, Ségolène Royal, já declararam que não se oporiam a um prolongamento do prazo. A atual presidente do PS, Martine Aubry, ainda não se pronunciou.

Tabloide afirma que acusadora é prostituta

O tabloide americano New York Post afirmou hoje que a camareira do hotel Sofitel que acusa Strauss-Kahn de estupro é uma garota de programa. O jornal cita uma fonte ligada às investigações comandadas pela equipe de defesa do ex-diretor do FMI, segundo a qual a funcionária “rotineiramente trocava sexo por dinheiro com hóspedes masculinos do hotel”. A fonte assegura que ela recebia “gorjetas extraordinárias” destes clientes.

De acordo com o jornal, a imigrante africana parou o seu carrinho de limpeza em frente ao quarto 2806, onde se hospedava o francês, e entrou no local consciente de que “um hóspede importante” encontrava-se na suíte. Segundo a fonte, Strauss-Kahn teria se recusado a pagar a jovem depois de ela tê-lo feito sexo oral. O New York Post afirma ainda que o Sofitel não é o primeiro estabelecimento onde a mulher se prostituiu.

Na sexta-feira, a procuradoria de Nova York revelou que a camareira mentiu, em seu depoimento, sobre detalhes do caso, como o que teria feito logo após o suposto abuso sexual. Apesar de retificar parte de sua versão, ela manteve a acusação de estupro contra Strauss-Kahn.