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Mãe de Tristane Banon revela ter tido relação sexual com Strauss-Kahn

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A conselheira regional socialista, Anne Mansouret. Reprodução do site oficial de Anne Mansouret

Enquanto o caso Dominique Strauss-Kahn em Nova York aguarda uma decisão da Justiça americana, as investigações da denúncia da francesa Tristane Banon de tentativa de estupro revelaram esta semana detalhes surpreendentes. A mãe da suposta vítima, Anne Mansouret, contou à polícia que aceitou ter uma relação sexual com o ex-diretor do FMI, em 2000, e o chamou de "predador sexual".


Oito anos depois da suposta agressão sexual contra sua filha, a conselheira regional socialista Anne Mansouret contou na delegacia que, na época, se consultou com o então secretário-geral do seu partido (PS), François Hollande, para saber se Tristane devia ou não prestar queixa. Ele foi intimado pela polícia e deverá depôr como testemunha, provavelmente em setembro, anuncia a imprensa francesa nesta terça-feira.

Hollande afirma que soube de "rumores" ligados ao caso, mas não teve acesso a detalhes. Uma saia-justa, no momento em que ele é apontado como candidato favorito do Partido Socialista para disputar as eleições presidenciais da França de 2012.

Nesta segunda-feira, policiais franceses ouviram o depoimento da filha do ex-diretor do FMI, Camille.

"Dormi com a mãe e não me segurei quando vi a filha"

No entanto, a notícia mais comentada na França é a revelação da mãe de Tristane de que, em 2000, teve uma relação sexual com Strauss-Kahn no escritório dele. Anne Mansouret disse que isso aconteceu apenas uma vez, com seu consentimento, mas que foi tão brutal que ela não quis repetir a experiência. Nas suas palavras, "Strauss-Kahn é um predador obsceno que gosta de dominar".

Três anos mais tarde, ele teria admitido que não conseguiu se controlar ao encontrar a filha de sua ex-amante, em uma conversa por telefone com ele e sua ex-mulher Brigitte Guillemette, que aliás é a madrinha de Tristane.

"Eu não sei o que aconteceu comigo. Dormi com a mãe e não me segurei quando vi a filha", teria dito Strauss-Kahn em segredo à sua ex-mulher, segundo a versão de Anne Mansouret. Brigitte Guillemette nega que tenha se envolvido no caso e diz que esta versão é mentirosa.

Após ouvir a confissão de sua filha depois do encontro com Strauss-Kahn, Anne Mansouret decidiu pedir conselhos a outras pessoas próximas e chegou à conclusão de que Tristane deveria desistir de prestar queixa. Arrependida, hoje ela apoia a filha e está disposta a revelar seus segredos para ajudá-la a ganhar a causa contra Strauss-Kahn.

Tristane alega ter sido vítima de assédio sexual em fevereiro de 2003, durante um encontro com DSK em um apartamento parisiense vazio. Ela queria entrevistá-lo para o seu livro "Erreurs avouées".