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Vitória da esquerda no Senado francês acaba com 'regra de ouro' de Sarkozy

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O presidente francês, Nicolas Sarkozy REUTERS/Benoit Tessier

A derrota histórica da direita no Senado da França, cuja maioria passou pela primeira vez em 50 anos às mãos da esquerda, representa um duro golpe às intenções do presidente Nicolas Sarkozy de aprovar a chamada “regra de ouro”, proposta para equilibrar as contas públicas. A esquerda conseguiu, neste domingo, 177 cadeiras, ou seja, três a mais que a maioria de um conjunto de 348 senadores.


Com o controle do Senado, a esquerda vai poder frear vários planos de Sarkozy, como o de mudar a Constituição do país para obrigar o governo a limitar o déficit público e também dificultar a aprovação do orçamento para 2012, que prevê muitos cortes nos benefícios sociais. Os senadores ainda poderão criar várias comissões para investigar escândalos de corrupção relacionados ao atual governo.

A derrota na chamada Câmara Alta do Parlamento pode enfraquecer ainda mais as ambições do atual chefe de estado, que tentará a reeleição no ano que vem. O primeiro turno do pleito presidencial será em abril.

“Com a vitória no Senado, os progressistas poderão bloquear a política de Nicolas Sarkozy até a votação de 2012”, disse o líder da Frente de Esquerda, Jean-Luc Mélenchon.

Na manhã desta segunda-feira, o presidente recebeu no Palácio do Eliseu o primeiro-ministro François Fillon e o presidente do UMP, Jean-François Copé, para avaliar o futuro do governo com essa perda da maioria no Senado.

Dois ministros de Sarkozy foram eleitos senadores. Chantal Jouanno vai deixar o Ministério dos Esportes para assumir o cargo parlamentar. Já o ministro da Defesa, Gérard Longuet, anunciou sua intenção de manter o cargo e deixar sua vaga no Senado em suspenso.

Presidente do Senado francês será escolhido no sábado

O atual presidente do Senado, Gerard Larcher (UMP), anunciou que vai disputar a reeleição, no próximo sábado. O Partido Socialista deve divulgar o nome do seu candidato até esta terça-feira. A líder do PS, Martine Aubry, pediu para seus colegas votarem em Jean-Pierre Bel, líder do grupo socialista no Senado.

Além de ter perdido a maioria no Senado, o partido UMP também saiu derrotado das últimas eleições locais e regionais na França.