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BEA Voo AF 447

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Peritos revelam que houve “confusão” entre os pilotos do voo AF447

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A BEA, agência francesa que investiga as causas do acidente, já havia divulgado um relatório em julho. REUTERS/Benoit Tessier

As primeiras análises das caixas-pretas do voo AF447 realizadas pelos peritos da justiça francesa revelam que houve “confusão na tripulação” poucos instantes antes da catástrofe que matou 228 pessoas em 2009. As informações são divulgadas pouco antes de uma reunião com os familiares das vítimas do acidente nessa quarta-feira em Paris.


Mesmo se o relatório considera que as conclusões ainda são parciais, os peritos da justiça francesa confirmam que houve confusão entre os membros da tripulação. Após ter analisado as caixas-pretas do avião, eles afirmam que os pilotos não teriam percebido os sinais de perda de sustentação enviados pelos computadores da aeronave.

Ainda segundo os especialistas, nenhum procedimento teria sido lançado pelos pilotos após os alarmes sonoros e visuais terem disparado. Nesse momento, de acordo com os peritos, “a confusão tomou conta da tripulação”. A tal ponto que a perda de altitude da aeronave sequer foi mencionada, explica o documento. “Mas todos os parâmetros disponíveis ainda não puderam ser explorados”, lembram os peritos.

As informações são reveladas pouco antes de uma reunião realizada nesta quarta-feira em Paris com os familiares das vítimas do acidente e Sylvia Zimmermann, a juíza responsável pelo caso. O encontro acontece dois meses após a divulgação do terceiro relatório da BEA (agência francesa que investiga as causas do acidente). O documento apresentado em julho causou polêmica ao apontar uma série de possíveis falhas dos pilotos.