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Armênia França Genocídio Lei Turquia

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Hackers invadem site de deputada francesa e inserem bandeira turca

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A deputada Valerie Boyer, do partido UMP, de direita, vota na Assembléia Nacional de Paris, no dia 22 de dezembro. REUTERS/Charles Platiau

O site da deputada Valérie Boyer - autora do texto que estabelece como crime a negação do genocídio armênio de 1915 - foi pirateado por militantes pró-Turquia. O endereço eletrônico (www.valerie-boyer.fr) foi substituído, neste domingo, por uma bandeira turca e mensagens contra a França. O site do Senado da França também sofreu uma invasão no domingo e continuava paralisado nesta segunda-feira.


Os hackers que invadiram o site da deputada denunciam o caráter eleitoreiro do projeto de lei aprovado na Assembleia francesa, na semana passada, e ainda ameaçam a parlamentar de morte e estupro. Valérie Boyer disse que vai prestar queixa na polícia contra as agressões.

Nesta segunda-feira, o site estampa a frase em francês "site indisponível". As mensagens dos hackers tinham sido escritas em turco e inglês.

"Vocês, os franceses, são tão lamentáveis e patéticos, que desprezam a verdade para ganhar votos", diz o texto, referindo-se às eleições presidenciais e legislativas, que serão realizadas no próximo mês de abril na França.

Os hackers também direcionam agressões aos armênios: "Vocês, a diáspora armênia, são tão covardes que não têm coragem de abrir os arquivos armênios e enfrentar a verdade".

Na última quinta-feira, a Câmara dos Deputados francesa aprovou um projeto de lei que pune com um ano de prisão e uma multa de 45 mil euros quem negar a ocorrência do genocídio armênio, como acontece em relação ao genocídio de judeus na Segunda Guerra Mundial.