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Advogada afirma ter vídeos que provam "execução" do atirador de Toulouse

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Em Argel, durante coletiva de imprensa, a advogada Zahia Mokhtari afirma ter vídeos que provam que Mohamed Merah foi "executado" pela polícia francesa. Reuters/Louafi Larbi

Em coletiva de imprensa na capital argelina Argel, neste domingo, a advogada contratada pelo pai de Mohamed Merah, o atirador de Toulouse, afirmou ter provas de que o jovem foi exterminado pelos policiais da unidade de elite do país. Ela deve viajar à França nos próximos dias para entrar com uma queixa na justiça.


A advogada Zahia Mokhtari afirmou ter provas da "execução" do atirador no dia 22 de março, em seu apartamento em Toulouse, depois de 32 horas de cerco. Ela viajará à França nos próximos dias para entrar com uma queixa na justiça contra a unidade de elite da polícia do país.

Durante uma coletiva de imprensa em Argel, repleta de jornalistas, a advogada declarou que está em posse de dois vídeos idênticos, de 20 minutos cada um, em que Mohamed Merah pergunta aos policiais: "Por quê vocês querem me matar? Eu sou inocente". Esclarecendo que a divulgação dos vídeos ficará reservada exclusivamente à justiça francesa, a advogada insistiu sobre a autenticidade das provas, que teriam sido entregues a ela por pessoas envolvidas na operação. Ela também disse que o rapaz foi manipulado e usado pelos serviços secretos franceses e depois liquidado para a verdade não vir à tona.

No dia seguinte à morte de Mohamed Merah, em 22 de março, a polícia de elite afirmou que, até o fim do cerco, deu uma chance para o jovem se entregar. " Se um ataque foi lançado, foi por ele e não pela polícia", afirmou o chefe da unidade de elite, Amaury de Hauteclocque, lembrando que Merah abriu fogo primeiro contra os policiais, que revidaram em legítima defesa.

O ministério do Interior da França não fez nenhum comentário sobre as declarações da advogada argelina.

Os fatos

O jovem franco-argelino Mohamed Merah, de 23 anos, ficou conhecido mundialmente como "o atirador de Toulouse" depois que matou sete pessoas na França- três militares, três crianças judias e o pai de uma delas - entre os dias 11, 15 e 19 de março deste ano, nas cidades de Toulouse e Montauban.

Merah foi morto pela unidade de elite da polícia francesa no dia 22 de março, depois de um cerco em seu apartamento, que durou 32 horas. As autoridades declararam ter tentado de tudo para que o atirador se entregasse, pois o queriam vivo para poder julgá-lo por seus crimes.