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Cirurgia Plástica França PIP Prótese mamária Silicone

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Fabricante das próteses PIP é posto em liberdade condicional

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Jean-Claude Mas, fudador da fábrica de próteses de silicone PIP, deixa a prisão Le Pontet na França. REUTERS/Jean-Paul Pelissier (

O fundador das fábrica próteses de silicone PIP, Jean-Claude Mas, foi posto em liberdade condicional ontem. Há oito meses ele foi detido no sul da França após não pagar fiança. A PIP produzia implantes com gel impróprio para uso médico.


Segundo a Procuradoria da República da França, a Justiça levou em consideração o fato de Mas ser réu primário e avaliou que, pela lei, ele não poderia permanecer preso após o dia 4 de novembro. Jean-Claude Mas, 73, foi indiciado em janeiro deste ano no escândalo das próteses mamárias de silicone defeituosas.

Em março, ele foi preso por não ter pago a fiança. Ele deveria ter sido solto em julho, mas foi mantido na prisão por causa de um indiciamento em outro processo de fraude financeira. Na ocasião, o advogado de Mas alegou que o prolongamento da detenção foi uma “crueldade”, mas a Procuradoria considerou que Mas poderia tentar fugir para o exterior.

O início do julgamento sobre próteses impróprias começará entre abril e maio de 2013. No fim de março de 2010, com a retirada das próteses por pacientes da França e com a falência oficial da empresa PIP, o escândalo veio à tona. A empresa de Mas fabricava os implantes utilizando um gel de fabricação caseira no lugar do gel aprovado para fins médicos.

De acordo com um relatório da agência francesa de produtos de saúde, mais de 13 mil mulheres retiraram as próteses mamárias fabricadas pela PIP. Em cerca de 3 mil casos, houve uma ruptura do implante. Estima-se que 30 mil mulheres na França tenham utilizado o material em cirurgias plásticas.

Até o momento, a agência registrou 56 casos de câncer em mulheres que usaram o implante da PIP. O órgão, diz, porém que com os dados disponíveis atualmente ainda é prematuro associar as próteses ao desenvolvimento de tumores.