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Casamento Gay França Lyon Paris Polêmica

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Projeto de lei que autoriza casamento gay e adoção ainda divide franceses

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Des militants du mariage pour tous miment un mariage entre femmes, devant le parvis de Notre-Dame de Paris, le 16 décembre 2012. © AFP

Os franceses ainda continuam divididos sobre o projeto de lei do governo que autorizaria a adoção para casais homossexuais, mas a grande maioria aprova o casamento, segundo uma pesquisa do Instituto francês Ifop, publicada neste sábado. Neste domingo, uma nova manifestação a favor da nova legislação deverá reunir milhares de pessoas em Paris.


Cerca de 63% das pessoas que participaram da pesquisa defendem que os casais homossexuais tenham o direito de se casar, o que representa três pontos a mais em relação ao início de janeiro. Metade da população francesa, entretanto, é contrária à adoção. Aproximadamente 51% dos entrevistados se declararam reticentes em relação à iniciativa, e 49%, favoráveis. Participaram da pesquisa 1026 pessoas de mais de 18 anos.

A divulgação da pesquisa acontece na véspera da manifestação a favor do casamento gay, neste domingo em Paris. Em Lyon, milhares de pessoas também saíram às ruas neste sábado, 11 mil segundo a polícia, e 20 mil de acordo com os organizadores. A passeata foi organizada por cerca de 80 associações de defesa dos direitos dos homossexuais, além do Partido Socialista, do presidente François Hollande, e sindicatos. Participaram do cortejo jovens e famílias. No último dia 15 de dezembro, uma outra manifestação reuniu 4500 pessoas nas ruas de Lyon.

A população contrária ao casamento gay também promete novas manifestações antes da análise do projeto de lei pelo Parlamento, no dia 2 de fevereiro. Estão previstas passeatas em Lyon e outras cidades francesas. Na capital, o último protesto realizado no dia 13 de janeiro reuniu 340 mil pessoas, segundo a polícia, e entre 800 mil e 1 milhão, de acordo com os organizadores. O governo francês, entretanto, continua apoiando o projeto. Em Santiago, no Chile, onde participa da Cúpula União Europeia-América Latina, o premiê francês Jean Marc Ayrault disse esperar uma forte mobilização neste domingo.