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Assembleia da França inicia debate sobre o casamento gay

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Para os opositores da lei sobre o casamento gay, uma família só pode ser formada por casais de sexo diferente como dia a faixa pendurada . REUTERS/Benoit Tessier

A Assembleia francesa começa hoje a analisar o projeto de lei do governo que autoriza o casamento gay no país. A proposta divide a sociedade francesa e tem forte rejeição de grupos católicos e dos partidos conservadores.


A maratona de debates sobre o casamento homossexual na Assembleia começa hoje e dura 15 dias. Na oposição, a maioria dos deputados do UMP, partido do ex-presidente Nicolas Sarkozy, vai defender um referendo para que a população decida se é contra ou a favor do casamento homossexual. A Câmara dos Deputados já se prepara para uma batalha de emendas ao projeto tanto no governo quanto na oposição.

Já o governo socialista defende que o projeto de lei seja submetido apenas à apreciação dos parlamentares. A ministra da Justiça, Christiane Taubira, abrirá os debates defendendo que a República francesa não deve discriminar seus cidadãos e que todos devem ter os mesmos direitos.

Mas uma das questões mais polêmicas é justamente a abertura do direito de adoção de crianças por casais do mesmo sexo caso a lei seja aprovada. Para os opositores, uma família só pode ser formada por casais de sexo diferente.

O discurso conservador foi o motor da grande passeata contra o casamento gay que aconteceu em Paris no começo deste mês e também motiva algumas faixas e cartazes que podem ser vistos hoje na capital francesa com os dizeres :"Todos nós nascemos de um homem e uma mulher". Um grupo de católicos integristas representados pelo Instituto Civitas promete fazer hoje à noite uma vigília com orações na frente da Assembleia. Em um comunicado, a instituição afirma que a oração é a arma mais poderosa contra o projeto de lei "contra a natureza".

No domingo, uma passeata de apoio ao casamento gay reuniu entre 125 mil e 400 mil pessoas. Hoje na França, os casais gays podem se unir civilmente, mas essa união não dá os mesmos direitos que um casamento civil.