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Argélia Acidente Avião BEA Mali Burkina Fasso François Hollande Caixa-preta

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Corpos de vítimas do acidente com avião da Air Algérie serão levados para a França

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Imagem do local onde caiu o voo da Air Argélia, na localidade de Gossi, perto da fronteira do Mali com Burkina Fasso. REUTERS/Stringer

Uma equipe de vinte policiais e especialistas da BEA, a agência francesa de investigações para a aviação civil, trabalha neste domingo (27) no local onde caiu o avião da Air Algérie matando 118 pessoas, na última quinta-feira, no norte do Mali. Quando possível, os corpos das vítimas serão transferidos para a França, informou o presidente François Hollande.


O trabalho técnico dos peritos consiste em retirar do local do acidente o maior número de informações possíveis sobre o avião, um McDonnell Douglas MD-83, e o acidente em si. O diretor da BEA, Rémi Jouty, disse que a missão vai durar alguns dias. Em seguida, os investigadores vão se concentrar na exploração das duas caixas-pretas do aparelho, que já foram recuperadas no local da tragédia.

O presidente François Hollande disse que todos os corpos dos ocupantes do avião serão transferidos para a França, quando isso for possível. Desde janeiro de 2013, a França lidera uma intervenção militar no norte Mali contra extremistas islâmicos que pretendiam criar um estado autônomo na região. Atualmente, 1.600 soldados franceses lutam contra grupos armados, dão apoio às forças malinesas e a uma missão da ONU na região. O governo francês recebeu ameaças de atentados e represálias da parte dos islamitas diversas vezes.

O diretor da BEA afirmou que ainda é muito cedo para estabelecer qualquer hipótese sobre as causas do acidente. Vários especialistas evocam o mau tempo na madrugada do desastre. O avião da Air Algérie, fretado da companhia espanhola SwiftAir, partiu de Uagadugu, capital do Burkina Fasso, com destino a Argel, capital da Argélia, e caiu 50 minutos após a decolagem. Os pilotos pediram à torre de controle do aeroporto para mudar de rota, devido ao mau tempo no trajeto.

O acidente não deixou nenhum sobrevivente. Entre os 112 passageiros havia 54 franceses, 23 burquinenses, oito libaneses, seis argelinos e pessoas de outras nacionalidades. A tripulação era espanhola.