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Argélia Acidente Avião Mali BEA Morte Caixa-preta

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Caixas-pretas de avião da Air Algérie chegam hoje à França

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Destroços do avião espanhol da Air Algérie que caiu no Mali. REUTERS/Burkina Faso Military/Handout via Reuters

As duas caixas-pretas do avião da Air Algérie, que caiu no Mali na quinta-feira passada, chegaram nesta segunda-feira (28) à França. Os equipamentos são a principal esperança para entender as razões do acidente com o voo AH 5017. As gravações serão analisadas pela BEA, a agência francesa especializada em investigação e análise para a aviação civil.


Mesmo sem conhecer o conteúdo das caixas-pretas, especialistas ligados ao caso, incluindo da BEA, já conseguiram reunir as primeiras pistas para explicar a tragédia. O primeiro indício que reforça a tese do acidente é a gigantesca cratera aberta no solo pelo impacto do avião.

Segundo as primeiras equipes que chegaram ao local, a aeronave praticamente se desintegrou ao atingir o chão. Destroços carbonizados do aparelho foram encontrados em um perímetro considerado pequeno. Se o avião tivesse sido atingido por um míssil ou por uma bomba, por exemplo, os restos estariam espalhados por uma área muito maior, dizem os especialistas.

Os investigadores lembram ainda que o voo da Air Algérie havia decolado há menos de uma hora antes do acidente. Ou seja, os tanques ainda estavam repletos de combustível, o que explica a violência do incêndio que atingiu o avião após impactar o solo. Antes de perder contato com os radares, o piloto havia solicitado autorização para mudar de rota por causa de uma forte tempestade. Essa informação também aponta para a possibilidade de uma falha técnica associada às más condições climáticas.

A certeza só virá, porém, após uma investigação detalhada. Mas o trabalho se mostra árduo. O local do acidente fica em uma área remota ao norte do Mali. As temperaturas elevadas e as chuvas torrenciais são outras dificuldades, além da presença de animais selvagens.

Identificação dos corpos

Em Gossi, local da queda do avião, peritos começaram a recolher nesta segunda-feira o que restou dos corpos dos 118 ocupantes da aeronave. Cerca de 200 "elementos biológicos" foram encontrados no local. Como o avião se desagregou ao tocar o solo em alta velocidade, os corpos também se desintegraram.

A França, que perdeu 54 cidadãos no acidente, mantém a partir de hoje bandeiras a meio mastro durante três dias, em sinal de luto pelas vítimas da catástrofe aérea.