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Paris drone Televisão Atentado

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Três jornalistas do canal Al-Jazeera são presos por operar drone em Paris

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Visão aérea da região onde drones foram foram observados nas últimas noites, em Paris. REUTERS/Gonzalo Fuentes

A polícia francesa prendeu três jornalistas do canal de televisão Al-Jazeera, por terem operado um drone em um parque de Paris, na tarde desta quarta-feira (25). Vários voos teleguiados foram observados nas duas últimas noites na capital francesa, preocupando as autoridades. Ainda não se sabe se há uma conexão dessas operações com os jornalistas detidos.


Segundo fontes próximas às investigações, os jornalistas do serviço internacional da rede catariana de notícias, de 35, 52 e 68 anos, cujas nacionalidades não foram reveladas, foram detidos no Bois de Boulogne, no oeste de Paris. "O primeiro pilotava (à distância) o drone, o segundo filmava e o terceiro observava", indicaram as fontes.

Pilotar um drone sem autorização é proibido na capital francesa. Quase dois meses após os atentados jihadistas na capital francesa, Paris foi, na noite de terça para quarta, sobrevoada "ao menos cinco vezes" por um ou mais dispositivos teleguiados, de acordo com as fontes da polícia.

Vários vídeos desses passeios nas alturas podem ser vistos em sites como o Youtube. Nas últimas semanas, os sobrevoos de drones se multiplicaram na França, inclusive sobre locais considerados sensíveis, como centrais nucleares, o palácio presidencial e a embaixada americana.

Fenômeno global

Os drones têm feito aparições ao redor do mundo. Na Bélgica, um aparelho foi avistado voando sobre o complexo nuclar de Doel, perto de Antuérpia, em dezembro do ano passado. Em julho, um Airbus quase sofreu uma colisão com um drone no aeroporto de Heathrow, um dos mais movimentados do mundo. Em janeiro, eles também sobrevoaram vários locais em Londres. Na Alemanha, um voo teleguiado passou por um comício de Angela Merkel, em campanha eleitoral, em setembro.

Em janeiro, um drone de pequeno porte caiu na área da Casa Branca, em Washington, causando grande alarme e isolamento da área, até finalmente o aparelho ser considerado inofensivo.

Inquérito aberto

A Justiça francesa abriu ontem uma investigação sobre os voos . Os investigadores dizem que a ação pode ser coordenada, mas que ainda é cedo para tirar conclusões.

O porta-voz do governo francês, Stéphane Le Foll, disse que “não há motivo para preocupações”. Ele reconheceu, no entanto, que as autoridades levam a sério o fenômeno que está deixando os investigadores perplexos.