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França Voo MH370 Malaysia Airlines Avião Ilha da Reunião

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França confirma que pedaço de asa encontrada na Ilha da Reunião pertence ao MH370

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Parte da asa do Boeing 777 da Malaysia Airlines foi encontrada no final de julho na Ilha da Reunião. REUTERS/Zinfos974/Prisca Bigot

A justiça francesa anunciou na noite desta quinta-feira (3) que o pedaço de asa de avião encontrado na Ilha da Reunião em julho pertence ao voo MH370 da Malaysia Airlines. O Boeing 777 desapareceu em março do ano passado com 239 pessoas a bordo, quando fazia o trajeto entre Kuala Lumpur e Pequim.


Um comunicado da procuradoria de Paris anunciou que a perícia permitiu afirmar "com certeza" que o destroço pertence à aeronave da Malaysia Airlines. De acordo com o documento, dados técnicos teriam permitido "associar formalmente" os números que constam no interior do pedaço de asa com o registro do leme do Boeing 777 desaparecido.

No início de agosto, as autoridades malaias já haviam adiantado a informação. Na época, o governo da Malásia foi acusado pelos familiares das vítimas do MH370 de terem agido de forma irresponsável e precipitada. Já a justiça francesa demonstrou prudência e indicou apenas que havia uma "suspeita muito forte" de que a parte de asa pertencesse ao avião desaparecido.

Única pista

Esse é até agora o primeiro destroço formalmente identificado e a única pista que a aeronave teria caído. Após a descoberta, a França lançou uma campanha de buscas na ilha da Reunião que durou dez dias.

França, China, Malásia, Estados Unidos e Austrália participaram de uma imensa operação de busca, considerada como a maior realizada até hoje. No entanto, ela se revelou infrutífera: nenhum elemento suspeito foi identificado e as buscas foram canceladas.

Análise não fará "milagre"

Especialistas consideram pouco provável que o pedaço de asa ajude a traçar o cenário da catástrofe. Para o ex-diretor do Escritório de Investigação e Análises (BEA) da França, Jean-Paul Troadec, "essa análise não fará um milagre".

Para obter alguma revelação, seria necessário "que a peça estivesse no centro do acidente, e as chances são muito pequenas", considerou, o ex-diretor de testes da Direção Geral de Armamento (DGA), Pierre Bascary. Com esses "dois metros quadrados de avião, será muito difícil tirar conclusões", ressaltou.