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França François Hollande Enchentes

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Enchentes causam ao menos 17 mortes no sudeste da França

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Um carro submerso em Mandelieu-la-Napoule Reuters/Eric Gaillard

Ao menos 17 pessoas morreram no sudeste da França e quatro estão desaparecidas por conta das enchentes provocadas pelas fortes tempestades que atingem a Côte d'Azur, que é uma das mais importantes zonas turísticas do país. O presidente François Hollande visitou hoje a região ao lado do ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, se encontrou com moradores e decretou estado de catástrofe natural.


As áreas mais afetadas foram aquelas que ficam mais perto do pequeno rio La Brague, que transbortou, inundando as ruas de Cannes, Antibes,Villeneuve-Loubet, Nice e Mandelieu-la-Napoule. Essa última, que é uma cidadezinha próxima de Cannes, foi a mais afetada: vários moradores desceram pras garagens subterrâneas das casas para tentar proteger seus carros e acabaram pegos de surpresa pela enchente. Sete morreram e um segue desaparecido.

Carros arrastados até o mar

Essa postura foi criticada pelo prefeito de Cannes, David Lisnard, que disse que as pessoas se preocuparam mais com os carros do que com a própria vida. A cidade, famosa pelo festival de cinema, teve dois mortos e dois desaparecidos na madrugada de ontem para hoje. Em apenas três horas, 180 milímetros de chuva caíram arrastando alguns carros até o mar. A prefeitura teve de abrigar 120 pessoas e nove foram presas tentando saquear lojas que tiveram suas vitrines destruídas.

Em Biot, três idosos morreram em um asilo e em Vallauris-Golfe Juan, três membros de uma mesma família morreram quando seu carro ficou preso em um túnel. Em Nice, nenhuma morte foi constatada, mas mais de 500 pessoas ficaram presas nos terminais do aeroporto. Muita gente também teve de passar boa parte do domingo em trens parados nas estações, já que ainda havia pontos de alagamento na malha ferroviária. É preciso lembrar que, apesar de o outono já ter chegado, o tempo ainda está bom e o sul da França continua repleto de turistas.

Agora à tarde, mais de 16 mil lares continuavam sem energia elétrica. Apesar do cenário de catástrofe, a situação ainda é menos dramática do que foi durante as tempestades de junho de 2010, quando 25 pessoas morreram e o prejuízo chegou a quase 1 bilhão de euros.