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Hospital francês faz primeira mastectomia bem-sucedida com robô cirúrgico

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Capa do jornal Aujourd'hui en France desta terça-feira, 12 de janeiro de 2016. aujourd'hui en france.fr

O diário Aujourd'hui en France dedica sua manchete nesta terça-feira (12) aos avanços da medicina francesa no combate ao câncer. O jornal destaca novas técnicas cirúrgicas, "mais seguras e menos invasivas", muitas vezes utilizando robôs, para a retirada tumores de cérébro ou de mama. A principal vantagem desse tipo de operação é extirpar as células malignas sem mutilar os doentes.


Os novos recursos cirúrgicos têm apresentado resultados excepcionais. Recentemente, o hospital Gustave-Roussy, de Villejuif, na periferia de Paris, foi pioneiro mundial na retirada de um tumor no seio de uma paciente de 39 anos com o robô Da Vinci Xi.

A operação aconteceu há um mês e meio. O robô, descrito na reportagem do Aujourd'hui en France como um polvo - por seus instrumentos cirúrgicos tentaculares - já é utilizado em casos de urologia e ginecologia. Desta vez, o aparelho mostrou que consegue retirar uma mama atacada por um câncer e fazer a reconstrução do seio no mesmo ato cirúrgico, minimamente invasivo.

Médico opera paciente acordado

A reportagem mostra um outro centro de excelência francês na cirurgia do câncer de cérebro, localizado no Hospital Universitário de Montpellier, no sul do país. 

Neste centro médico, o neurocirurgião Hugues Duffau opera pacientes acordados. Os doentes são adormecidos por poucos minutos, apenas o tempo necessário para abrir a caixa craniana e o médico penetrar a meninge com uma espátula. Em seguida, o paciente é acordado para dar informações ao cirurgião sobre o que ele vê ou percebe diante de estímulos visuais e auditivos. Ao mesmo tempo, o cirurgião realiza a remoção do tecido canceroso. Segundo Duffau, o cérebro "não sofre" e esse tipo de cirurgia "nem tem um protocolo preciso".

O jornal Le Figaro traz outra boa notícia na área: o laboratório Sanofi vai investir € 1 bilhão em medicamentos capazes de destruir as células malignas, por meio da estimulação do sistema imunitário de pacientes portadores de câncer.