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Após violento confronto, prefeito proíbe burquíni em cidade na Córsega

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Burquíni foi proibido em cidade da Córsega AFP

O prefeito da cidade de Sisco, na Córsega, onde houve uma violenta briga entre jovens corsos e moradores muçulmanos, resolveu proibir o uso do burquíni, o traje de banho islâmico -  que foi o estopim para a confusão.


No sábado (13), jovens visitantes tiraram fotos na praia de mulheres usando a peça, o que provocou a revolta de homens muçulmanos, que os atacaram usando machados e arpões.

Cinco pessoas ficaram feridas, inclusive uma mulher grávida, e três carros foram incendiados. O prefeito Ange-Pierre Vivoni afirmou à agência France Presse que a proibição será oficializada nesta terça-feira (16).

Nas última semanas, dois outros prefeitos franceses proíbiram o uso do burquíni, o que provocou uma polêmica entre os defensores da liberdade de expressão e os partidários do respeito à laicidade no espaço público.

Protesto reúne 500 pessoas

O conflito do fim de semana na Córsega levou 500 pessoas a se manifestar no domingo (14)  na cidade de Bastia, no norte da ilha francesa, contra a violência perpetrada pelos muçulmanos. O protesto aconteceu em clima de muita tensão.

Uma participante da manifestação disse que seu irmão foi agredido na praia e que ele se encontra em estado de choque.

Ela contou ainda que os parentes dos jovens corsos intervieram para defender os filhos, e dois deles foram feridos com arpões. "Mulheres muçulmanas também furaram os pneus dos nossos carros."