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Paris Terrorismo Jihadista Mulheres Grupo Estado Islâmico Imprensa

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Jornais relatam ligação de 'fanáticas' com carro-bomba abandonado em Paris

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Operação de polícia no subúrbio parisiense de Boussy-Saint-Antoine, onde foram presas três suspeitas de jihadismo. REUTERS/Christian Hartmann

A detenção de três mulheres descritas como "fanáticas" pelas autoridades francesas, ontem, na região parisiense, é uma das principais manchetes da imprensa nesta sexta-feira (9). O ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, disse que elas "provavelmente preparavam ações violentas e iminentes".


O jornal Le Monde destaca o aspecto inédito da investigação, por envolver uma possível célula terrorista feminina. As três suspeitas, de 39, 23 e 19 anos, foram detidas em um subúrbio do sudoeste de Paris. A mais nova, identificada como sendo Inês Madani, é uma das cinco filhas do proprietário do carro abandonado no domingo com bujões de gás, próximo à catedral Notre Dame de Paris. Ela resistiu à ordem de prisão e feriu um policial a facadas. Nesse momento, de acordo com o Le Monde, Madani foi baleada por um outro policial que estava no grupo.

O jornal Le Parisien diz que a jovem teria levado vários tiros. A rádio France Info esclareceu que ela foi ferida na coxa e no tonozelo. Hoje foi revelado que a jihadista tinha jurado lealdade ao grupo Estado Islâmico. A jovem está hospitalizada, mas, mesmo assim, prestou depoimento durante a madrugada.

No momento da batida policial, as duas cúmplices tentaram fugir a pé, mas foram rapidamente capturadas e transferidas para o prédio da Direção Geral de Segurança Interior (DGSI), onde são interrogadas.

Corrida contra o tempo

Le Monde descreve a incrível rapidez de ação dos policiais franceses para evitar mais uma tragédia em Paris. De acordo com o jornal, foi o pai da jihadista que alertou a polícia, ao notar o desaparecimento da filha no fim de semana. Ela era fichada por radicalismo islâmico desde o ano passado, quando tentou viajar à Síria.

Os investigadores descobriram que as três mulheres detidas recebiam ordens do jihadista Rachid Kassim, francês que se encontra atualmente na zona de guerra sírio-iraquiana. Ele é apontado como inspirador do atentado contra o padre degolado em julho, em uma igreja da Normandia.

Outro indício de ligação dessas mulheres com outras ações terroristas na França é que, segundo o Le Parisien, uma delas mantinha contato pela internet com a viúva do terrorista Amedy Coulibaly, que matou quatro pessoas em um supermercado judaico, no ano passado, em Paris.