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Grupo Estado Islâmico François Hollande Iraque Coalizão

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Agir contra o grupo EI no Iraque previne ataques na França, diz Hollande

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O presidente francês na sua chegada ao Iraque nesta segunda-feira REUTERS/Christophe Ena

O presidente francês, François Hollande, chegou na manhã desta segunda-feira (2) para uma visita ao Iraque, onde se encontrará com autoridades do país e visitará soldados franceses que participam da ofensiva da coalizão internacional contra o grupo Estado Islâmico no Iraque.


Acompanhado do ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian, Hollande chegou por volta das 4h30 da manhã a Bagdá, cercado por um forte esquema de segurança. Na primeira etapa da sua visita, diante de soldados franceses que integram as forças especiais iraquianas que lutam contra os jihadistas, ele declarou que “agir contra o terrorismo no Iraque também significa prevenir atos terroristas no próprio território francês”.

Cerca de 500 militares franceses formam, aconselham e apoiam a artilharia iraquiana na luta para reconquistar os territórios dos terroristas, mas não participam diretamente dos combates que acontecem nesse momento em Mossul. À tarde, o presidente visita Erbil, no Curdistão iraquiano, onde as forças especiais francesas aconselham os peshmergas curdos que atuam na batalha de Mossul.

Em seguida, o presidente francês volta para Bagdá onde se reunirá com o presidente curdo da República, Foad Maddoum, o premiê xiita Haider al-Abadi e o presidente sunita do Parlamento, Salim Al-Jubouri.

Ajuda humanitária

A missão francesa no Iraque, chamada operação Chammal, chegou a mobilizar 4 mil homens, mas conta atualmente com 1.200 militares em ação. Hollande levou com ele no avião da presidência 38 toneladas de ajuda humanitária francesa, incluindo cinco toneladas de medicamentos.

O material deve ajudar 10 milhões de iraquianos a sobreviverem durante o inverno, entre eles milhares de deslocados pelos violentos combates em Mossul. De acordo com Hollande, a coalizão internacional deve levar três meses para reconquistar Mossul das mãos dos jihadistas.