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Parisienses podem trocar o metrô pelo barco para ir ao trabalho

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Dois milhões de turistas utilizam o Batobus a cada ano. RFI/Anoushka Notaras

A partir desta quarta-feira (18), os parisienses poderão ir ao trabalho de barco. Incentivar o transporte fluvial é uma meta da prefeitura da Ile-de-France, como é conhecida a grande região parisiense. Um acordo assinado com o Batobus, um dos serviços de barcos que fazem o tour do rio Sena, permite que os moradores da capital francesa que possuem o cartão anual do metrô, utilizem as embarcações não apenas para passear, mas como meio de transporte.


A ideia, no primeiro dia de funcionamento do novo serviço, parece não ter convencido os parisienses. A reportagem da RFI embarcou em um Batobus na manhã desta quarta-feira e conferiu que, entre os milhares de turistas que fazem o tour do rio Sena, havia brasileiros, americanos, australianos, pessoas de todos os cantos do mundo... menos trabalhadores da Ile-de-France.

O projeto foi concebido pela presidente da região, Valérie Pécresse, que preside também o Sindicato dos Transportes da Ile-de-France (Stif). Para ela, o Batobus faz parte de seu projeto de "diversificação do transporte". "Temos projetos para incentivar o uso da bicicleta, o compartilhamento de carros, o uso de teleféricos, e, a partir de hoje, apresentamos também a opção de transporte fluvial. Acreditamos que o rio Sena não é suficientemente explorado hoje na região parisiense", alega.

Ideia não agrada os parisienses

Até o momento, parece difícil que a ideia convença os parisienses. O principal motivo é o tempo que os barcos demoram para realizar os trajetos. "O Batobus não leva menos que 1h50 para fazer o tour do rio Sena", ressalta o diretor do Batobus, Arno Daniel. Um trecho que os parisienses levam 10 minutos para fazer de metrô ou de bicicleta dura cerca de meia hora na embarcação.

Outra desvantagem é que, para utilizar o atual serviço, detentores da carteira do metrô deverão pagar um valor extra, que varia entre € 40 e € 60 para o serviço anual do Batobus. Mas o Stif estuda a possibilidade de propor um serviço de transporte fluvial mais rápido e frequente, que incluiria até mesmo a periferia da capital francesa.

Por enquanto, os tours do rio Sena - um programa tradicional dos guias de viagens - continuam sendo realizados essencialmente por turistas. Cerca de 2 milhões de passageiros fazem este incontornável passeio fluvial todos os anos.