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Marine Le Pen promete imposto para empresas que contratarem estrangeiros na França

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Marine Le Pen discursa em encontro de extrema-direita, na Alemanha. REUTERS/Wolfgang Rattay

A candidata do partido de extrema-direita Frente Nacional, favorita a uma vaga no segundo turno das eleições presidenciais francesas em 2017, reafirmou ao jornal Le Monde sua “prioridade nacional ao emprego”.


A onda populista e conservadora que varre o planeta não poupa a França e Marine Le Pen, sua principal representante, não esconde suas intenções e sua simpatia por Donald Trump – com algumas diferenças.

Candidata dada como certa no segundo turno das eleições presidenciais francesas, ela defendeu em uma entrevista ao jornal francês Le Monde medidas duras contra a imigração (inclusive de cidadãos de outros países europeus), o Frexit, a saída da França da zona e do euro e uma interdição constitucional contra o “comunitarismo”, direcionada à comunidade muçulmana.

O programa completo de Le Pen, que tem 25% das intenções de voto segundo as últimas pesquisas, será revelado neste fim de semana, na cidade francesa de Lyon.

Ele também inclui a criação de uma taxa adicional que será aplicada a todo contrato onde o empregado é um estrangeiro. “Essa receita será utilizada para indenizar desempregados”, declarou Le Pen.

A candidata também deu declarações polêmicas sobre a imigração, afirmando que a França fará uma “triagem” para saber quais pessoas “respondem a certos critérios, e que não pesem de maneira alguma para as finanças públicas”. Ela não especificou, entretanto, quais são esses critérios. Le Pen enfatizou que os clandestinos “devem voltar para casa”.

Trump

Questionada sobre Trump, Le Pen relativizou seu entusiasmo em relação ao novo presidente americano, que ela parabenizou pela vitória. “Não tenho fascínio pelos Estados Unidos, Alemanha ou Rússia. Tenho um fascínio pela França, e minha política serve aos interesses da França. Eles podem ser compatíveis ou não com os EUA ou a Rússia”, declarou.

Ela defendeu, entretanto, o modelo econômico protecionista e a “ruptura” da visão geopolítica americana de Trump, voltada mais para os problemas internos que globais. Em relação ao polêmico decreto de Trump que proíbe a entrada de estrangeiros oriundos de países muçulmanos, Le Pen desconversou e disse que “esse projeto não está em seu programa, mesmo que Trump tenha o direito de fazê-lo”.