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França aciona ONU contra novo ataque com armas químicas na Síria

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Um homem respira com uma máscara de oxigênio após resgate descrito como um ataque químico, na cidade de Sheikhoun Khan, na Síria, em 4 de abril de 2017. REUTERS/Ammar Abdullah

A França solicitou nesta terça-feira (4) uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU pela suspeita de um novo ataque com armas químicas na Síria.


Opositores sírios acusam o regime do presidente Bashar al-Assad de ter executado um ataque aéreo na manhã desta terça-feira na cidade de Khan Cheikhoun, controlada por rebeldes e jihadistas, que fica na província de Idleb.

A ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos, que monitora a guerra civil a partir de Londres, afirma que o balanço de vítimas não para de aumentar: no final da manhã, havia 58 mortos por asfixia, incluindo mais de dez crianças, e cerca de 170 feridos.

A correspondente local da agência AFP observou pessoas sendo atendidas em um hospital, com a boca espumando, sendo reanimadas. Mas o hospital também foi bombardeado, provocando a fuga dos médicos em meio aos escombros. A coalizão nacional de oposição síria pede a abertura imediata de uma investigação sobre o caso na ONU.

A guerra na Síria está no centro de uma reunião que acontece até quarta-feira (5) em Bruxelas, com 70 países, organizada pelas Nações Unidas. A Turquia e a Rússia não enviaram representantes à reunião, mas depois do ataque o presidente turco, Recepp Tayip Erdogan, disse ao presidente russo, Vladimir Putin, aliado do regime de Assad, que ataques químicos são desumanos e podem prejudicar qualquer inciativa de paz.

França aciona Conselho de Segurança da ONU

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Marc Ayrault, denunciou o ataque químico nesta terça-feira (4) em um comunicado, classificando a operação como um “ato ignóbil”. “As primeiras informações relatam um grande número de vítimas, especialmente crianças”, declarou. “Considerando fatos de tal gravidade, que minam a segurança internacional, conclamo aos responsáveis que se apresentem. Neste contexto, pedi a convocação de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas ", concluiu.