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França Atentado Eleições Ataques Presidência Estado de emergência

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França desmantela atentado terrorista contra candidatos à eleição presidencial

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Policiais patrulham nas ruas de Lyon durante a distribuição de plafetos feita por patidários do candidato Emmanuel Macron. REUTERS/Robert Pratta

Dois homens de 23 e 29 anos, suspeitos de preparar um atentado “iminente”, foram presos nesta terça-feira (18) em Marselha, a cinco dias do primeiro turno da eleição presidencial francesa. Um dos alvos seria o candidato de direita, François Fillon, ex-primeiro-ministro francês.


Os dois homens, ambos radicalizados, foram detidos durante uma investigação da do serviço secreto, em Paris, sobre redes terroristas implantadas na capital.

De acordo com o ministro do Interior, Matthias Fekl, a dupla, que tinha passagem pela polícia, tinha nacionalidade francesa e uma “clara intenção de cometer atentados a curto prazo em território francês”. No apartamento deles, alugado perto da estação de trem da cidade, foram encontrados explosivos e armas de fogo. Eventuais cúmplices estão sendo procurados na região de Marselha, no sul do país

Na semana passada, a segurança de François Fillon foi avisada sobre os riscos relativos ao ex-primeiro-ministro, envolvendo principalmente o comício do candidato na última segunda-feira.

O Ministério do Interior também já havia reforçado o contingente de policiais em Montpellier, no sul da França, onde o candidato realizou um comício na última sexta-feira (14). Atiradores de elite também estarão presentes em seus eventos a partir de agora.

Mais de 50 mil policiais mobilizados

Para garantir a segurança das eleições, mais de 50 mil policiais, com o apoio dos militares da operação Sentinela, criada para prevenir atentados, serão mobilizados nos 67 mil locais de votação, no domingo (23).

Desde março já ocorreram mais de 19 detenções. Cinco projetos de atentados foram desmantelados desde o início do ano. O estado de emergência, instaurado depois do ataque de 13 de novembro de 2015 em Paris, que deixou 130 mortos, deve continuar em vigor até julho.