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Eleição presidencial francesa Eleitores Campanha

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Pela primeira vez, quatro presidenciáveis da França têm chance de ir para o 2° turno

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Sem favoritos, os votos do primeiro turno da eleição presidencial são uma incógnita © Pascal Rossignol/Reuters

A cinco dias do primeiro turno da eleição presidencial francesa, uma nova pesquisa do instituto Cevipof, divulgada nesta quarta-feira (19), confirma o resultado imprevisível da votação. A situação inédita de empate técnico entre quatro candidatos, aliada a um nível recorde de indecisos, não dá nenhuma pista dos dois nomes que passarão para o segundo turno.


O contexto de uma presidencial sem favoritos rima com um cenário de incerteza jamais visto na história política do país. Em menos de uma semana, a distância entre o primeiro e o último dos quatro candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto passou de 7 para 6 pontos.

Emmanuel Macron está na frente com 24%, segundo o Cevipof. Marine Le Pen, que estava lado a lado com ele, perdeu um ponto e caiu para 23%. Quem registrou avanço foi François Fillon, que, apesar do seu indiciamento por desvio de fundos públicos, avançou e está com 19,5% das intenções de voto, recuperando o terceiro lugar que Jean-Luc Mélenchon havia abocanhado. O radical de esquerda Mélenchon, depois de uma progressão impressionante, estabilizou no patamar de 19%.

Diante deste quadro, se for levada em conta a margem de erro da ordem de 1% para um grupo de 8.000 pessoas, Mélenchon e Fillon estão colados em Macron e Le Pen. Em outras palavras, sua classificação para o segundo turno é totalmente possível, principalmente se lembrarmos que quase 30% dos eleitores ainda não decidiram em quem vão votar.

Situação não deve mudar

Nenhum dos outros candidatos, no contexto atual, deve representar uma ameaça para os quatro primeiros colocados. O socialista Benoît Hamon está longe com 8%, com suas intenções de voto divididas por dois em um mês. Não está descartada igualmente a possibilidade dele ser vítima do "voto útil", com seus eleitores votando para Jean-Luc Mélenchon ou Emmanuel Macron para fugir da extrema-direita e de Fillon.

Nicolas Dupont-Aignan, do partido A França Erguida, e o operário Philippe Poutou, do Novo Partido Anticapitalista, registra 2%. Todos os outros, reunidos, têm menos de 3% de intenção de votos.

Sem favoritos, os votos do primeiro turno da eleição presidencial são uma incógnita.