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Terrorismo é tão repugnante quanto nazismo, diz jornal francês

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Aujourd'hui en France repercute o atentado de quinta-feira (20) na avenida Champs-Elysées, em Paris. RFI

Os principais jornais franceses que chegaram às bancas nesta sexta-feira (21) falam do atentado terrorista na avenida Champs-Elysées, coração da capital francesa na noite de quinta-feira (20). No momento do ataque, pouco após as 21h de Paris, as edições já estavam prestes a serem fechadas, e se concentrariam no último programa com os candidatos à presidência na televisão. Mas o trágico acontecimento mudou, na última hora, o rumo das notícias.


O diário Aujourd'hui en France traz uma edição especial sobre o trágico incidente. "Desgosto e raiva", diz o título do editorial do jornal. "Os policiais estão na mira dos terroristas. Como os religiosos. Como os judeus. Como os desenhistas, jornalistas, democratas, amantes de música, crianças no Passeio dos Ingleses em Nice, moças nos terraços de bares e jovens em shows", escreve o editorialista Jean-Marie Montali, que salienta: "na verdade, a ameaça é permanente e universal".

Revoltado, o jornalista acredita que o terrorismo islamita é tão repugnante quanto o nazismo. "Essas pessoas nada mais são do que assassinas", diz sobre os autores dos atentados.

Na capa do jornal Le Figaro, uma foto da avenida Champs-Elysées completamente bloqueada pelas forças de ordem, com a manchete: "O terrorismo atinge Paris novamente". "A três dias do primeiro turno, um policial foi covardemente assassinado e outros dois foram feridos. O grupo Estado Islâmico reivindicou o ataque. Um dos agressores foi abatido", resume o diário.

"O pior estava por vir"

Segundo Le Figaro, com o desmantelamento de uma célula islamita em Marselha, no início desta semana, os serviços antiterrorismo pensavam ter evitado, por pouco, um atentado em plena campanha presidencial. "Eles não imaginavam que o pior estava por vir, três dias antes de um primeiro turno sob alta segurança devido à ameaça jihadista", avalia o jornal.

O diário lembra que nove policiais e militares foram mortos por terroristas em solo francês desde o início da onda de atentados, "uma pena pesada paga pelas forças de ordem do país", estima Le Figaro, uma polícia visada porque ela é "a guardiã dos valores da República", diz um representante de um sindicato policial, em entrevista ao jornal.

O diário Libération lembra que o ataque aconteceu no momento em que o candidato socialista à presidência, Benoît Hamon, era entrevistado pelos jornalistas da emissora France 2, no último programa televisivo com os presidenciáveis. "A situação deu ares surrealistas ao programa", avalia o jornal, ressaltando que, no momento em que o atentado era anunciado, Hamon falava justamente sobre o estado de emergência instaurado na França desde os ataques de 13 de novembro de 2015.

"A eleição presidencial é um período para todos os tipos de perigo", avalia o diário Les Echos. Para o jornal, apesar de uma primeira informação que o incidente estaria relacionado a um assalto na Champs-Elysées, era evidente, desde o começo, que o ataque tinha características terroristas, por ter policiais como alvo imediato. "Todos os anos, dois a sete policiais morrem em serviço na França", destaca Les Echos.