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França Emmanuel Macron Eleições Legislativas 2017

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Após abstenção recorde, franceses voltam às urnas para eleição legislativa

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Os franceses vão às urnas para escolher os ocupantes das 577 cadeiras da Assembleia Nacional RFI

Mais de 47 milhões de eleitores foram convocados às urnas neste domingo (18) para o segundo turno das eleições legislativas na França. O partido do presidente Emmanuel Macron aparece na liderança do pleito, marcado desde o primeiro turno por um índice recorde de abstenção. Menos da metade dos eleitores participaram da votação.


A principal questão desse pleito é a mobilização dos franceses. No primeiro turno da eleição legislativa, em 11 de junho, 51,29% dos eleitores não votaram, algo inédito no país desde 1958, quando foi instaurada a chamada "5ª República". De acordo com as últimas pesquisas, esse índice de abstenção poderia chegar aos 54% no segundo turno.

“Votem! Ninguém pode se contentar de uma abstenção!”, convocou na quinta-feira (15) o primeiro-ministro francês Edouard Philippe. Lembrando que o voto não é obrigatório na França, o chefe do governo ressaltou que o ritual deveria ser visto como “um direito e ao mesmo tempo um dever”.

Criado há apenas um ano por Emmanuel Macron, A República em Marcha (LREM) saiu vitoriosa do primeiro turno, com 32,3% dos votos, bem longe da direita (21,5%), da extrema-direita (13,2%), da esquerda radical (13,7%) e do Partido Socialista (9,5%).

Segundo as últimas projeções, o LREM, aliado do centrista MoDem, obteria de 400 a 470 cadeiras do total de 577 da Assembleia Nacional. Com uma maioria absoluta, o presidente mais jovem da história da França, com 39 anos, teria o caminho livre para aplicar suas ambiciosas reformas, entre elas uma importante reestruturação que tornaria o mercado de trabalho mais liberal.

O LREM apresenta 454 candidatos para esse segundo turno, seguido do partido conservador Os Republicanos, com 264 nomes, da extrema-direita representada pela Frente Nacional, com 120 concorrentes, e do França Insubmissa, da esquerda radical, com 67. O Partido Socialista, de esquerda, tem 65 candidatos, e o MoDem, de centro, 62.