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Macron defende mediação diplomática com Coreia do Norte

Por Adriana Moysés

A revista semanal Le Point com chamada de capa para a entrevista de 22 páginas do presidente francês, Emmanuel Macron, esgotou em 24 horas. Há muito tempo a publicação não via sua tiragem de 400 mil exemplares desaparecer das bancas e já prepara uma reimpressão de 60 mil exemplares. Na entrevista, Macron fala longamente sobre assuntos internos e de política externa, e expõe sua visão sobre o lugar da França na cena internacional.

"A ordem do mundo está profundamente perturbada e cabe a nós, como europeus, defender bens comuns do mundo livre, que são a democracia, a paz e o clima. A França deve permitir à Europa tornar-se líder de um mundo livre", argumenta. Para suavizar a imagem de um chefe de Estado pretensioso e arrogante, adjetivos citados com frequência pela imprensa, Macron diz que assume plenamente esse "discurso de grandeza", propondo uma abordagem europeia, "baseada no pragmatismo e no diálogo, sem cometer o erro de interferir na política doméstica de outros países, como aconteceu no caso da Líbia e da Síria, que nos conduziu a um cruel fracasso", admite o francês.

Questionado sobre os maiores riscos para a França na atualidade, se seriam as fileiras terroristas que passam pela Líbia e Argélia, ou a ameaça nuclear norte-coreana, Macron diz que os países do norte da África e do Oriente Médio serão sempre prioritários, por uma questão de vizinhança.

Em relação à Coreia do Norte, "estamos reconectados a uma gramática de dissuasão clássica". "Será preciso encontrar os termos de um equilíbrio com Pyongyang", preconiza Macron, acrescentando que a tensão provocada pela ameaça nuclear norte-coreana representa um grande teste para a China". "Se Pequim só olhar para seus interesses regionais, não estará à altura do interesse global", julga o francês.

Situação "muito grave" na península coreana

Nesta sexta-feira (1), o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Yves Le Drian, titular da Defesa no governo Hollande, disse que a situação é "muito grave" na península coreana e pode degenerar a qualquer momento. Seguindo o que foi dito por Macron, Le Drian afirmou que a China é o "país chave" na solução do conflito entre Washington e Pyongyang. "Pequim deve se envolver mais para trazer o governo norte-coreano à mesa de negociações; cabe à China efetuar essa 'manobra' diplomática", insistiu o chanceler francês.

"Vemos uma Coreia do Norte que estabelece como objetivo ter, amanhã, mísseis que permitam transportar a arma nuclear. Em alguns meses, isto será uma realidade e neste momento, quando contar com os meios para alcançar com a arma nuclear os Estados Unidos, ou inclusive a Europa, e ao menos Japão e China, a situação será explosiva. Temos que nos antecipar", alertou o chanceler. "A Coreia do Norte precisa voltar ao caminho das negociações", insistiu.

O lançamento na terça-feira (29) de um míssil norte-coreano de médio alcance, modelo Hwasong-12, que sobrevoou o norte do Japão antes de cair no oceano Pacífico sem causar danos, na sequência de dois testes com mísseis intercontinentais que poderiam alcançar o território norte-americano, agravou o impasse que já dura semanas com Pyongyang. Principal aliada da Coreia do Norte, a China é contra a adoção de novas sanções, que são reclamadas pelo Japão e algumas capitais ocidentais.

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