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Mercado de blocos de proteção contra atentados explode na França

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Polícia catalã patrulha mercado perto do local do atentado ocorrido em Barcelona,em agosto REUTERS/Sergio Perez

Desde o atentado de Nice, onde um caminhão invadiu o Passeio dos Ingleses e deixou 86 mortos em julho de 2016, o mercado de blocos de cimento que impedem a passagem de veículos não para de crescer na França.


Os atentados do grupo Estado Islâmico utilizando veículos se tornaram uma verdadeira ameaça. Além do recente ataque em Barcelona e Nice, Berlim também foi alvo de um ataque do gênero no ano passado, durante um mercado de Natal. Em Paris, os blocos foram usados na Champs Elysées e no evento Paris Plage - uma praia artificial construída pela prefeitura no centro da capital francesa durante o verão.

Mais de 1800 objetos desse tipo, que pesam entre 900 quilos e 2,4 toneladas, são usados atualmente no país e podem ser customizados de acordo com o gosto do cliente. A empresa líder do setor é a francesa Blocstop, em Bordeaux, que vende ou aluga os objetos para aumentar a segurança nas cidades e nos eventos.

Os aluguéis correspondem a 75% da atividade. O custo é entre 30 e 60 euros, incluindo a entrega. A ausência dos blocos foi notada no atentado em Barcelona, que deixou 16 mortos em 17 de agosto. No ataque, uma van invadiu a Rambla, uma das regiões mais turísticas da cidade, atropelando dezenas de pessoas.

Aumento da demanda

A empresa já fez a segurança de diversos eventos, entre ele o Carnaval de Dunkerque e Grande Prêmio de Fórmula 1. Com o aumento da demanda, o empresário, Abdel Feghoul, estima que ele deverá multiplicar por cinco a atividade da empresa, que hoje emprega apena seis pessoas.